Por fabio.klotz

Rio - O futebol carioca atravessa um dos piores momentos de sua história. É claro que os dirigentes dos quatro grandes têm sido incompetentes e irresponsáveis ao longo de décadas, se não todos, pelo menos a maioria. Mas o que agrava tudo, além da CBF, é a própria federação local, na qual impera a politicagem com as contínuas reeleições dos seus presidentes, como Rubens Lopes.

Temos assim campeonatos inchados, com 12 clubes pequenos e quatro grandes. Agora, em reunião que pretendia ser séria e propositiva, a Ferj acena com punições a dirigentes que falarem mal da competição. Era só o que faltava - a lei da mordaça usando artifícios jurídicos. Nem durante a ditadura. Os cartolas podem fazer tudo errado, mas têm direito de expressão e de usar times reservas.

Qual será o Fluminense?

As perspectivas não parecem ruins porque o Fluminense costuma ter performance melhor no Maracanã. E o Galo, sem o seu maior destaque, Diego Tardelli, não produz tão bem fora. Mesmo assim, depois da perda de Ronaldinho, o time se recuperou e chegou ao G-4. Jogo duro e equilibrado, mas o Fluminense, se não estiver naqueles dias, pode sair com a vitória.

Só o resultado

O vascaíno mais pragmático deve estar satisfeito com o resultado no Canindé porque, na maré atual, não se pode esperar muito. Mas que jogo foi aquele? Contra uma Portuguesa infame, que se encaminha para a Série C, o Vasco parecia travado, com raros lampejos de Douglas. O time deve voltar à Série A, mas, com esse futebol, só trará amargura.

A salvação

Em 2009, todos lembram que o Botafogo estava mal, mas não tão ruim como agora. Nas rodadas finais, ficou ameaçado de queda, mas o atacante, ainda sem o pesado currículo atual, foi decisivo com vários gols. Agora, Vagner Mancini teve a coragem de dizer que o Botafogo precisa mais de Jobson do que o inverso. E o pior é que ele pode estar certo.

Show de bola

A Seleção feminina de vôlei parece melhorar a cada partida. Nesta quarta-feira, não tomou conhecimento do jogo veloz das chinesas. Com exibições empolgantes de Thaisa e Jaqueline, e a recuperação de Dani Lins, o time brasileiro foi muito bem. Thaisa, irregular na primeira fase do Mundial, além de marcar 15 pontos, foi novamente destaque no bloqueio. Está fácil torcer.

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