Fla dá um show de bola no Marcanã

Forte marcação e contra-ataque foram as armas para o Rubro-Negro vencer facilmente o líder Cruzeiro

Por edsel.britto

Rio - Já se imaginava que o Flamengo seria um grande adversário, mas jamais que venceria com tal facilidade e por diferença de gols que poderia ser maior. Mais uma vez, funcionou o sistema de marcação que teve a proteção implacável de Cáceres e Canteros, e a armadilha do contra-ataque surpreendeu o ingênuo Cruzeiro, até pelas falhas pontuais e escandalosas de Dedé, Egídio e Manoel.

Aliás, Dedé já tem a experiência de erros crassos contra o Fla, como na Copa do Brasil de 2013. Desta vez, porém, houve a ‘colaboração’ de companheiros de zaga. Com o desfalque dos seus principais jogadores, o meio campo estrelado foi engolido pela velocidade e toques de bola de primeira de Canteros , Márcio Araújo e Everton, com atuações objetivas e eficientes.

Forte marcação e contra-ataque foram as armas do Fla para superar o CruzeiroMárcio Mercante

O Fla mostrou mais autoridade, força e seus ataques eram sempre perigosos. Até o folclórico Anderson Pico entrou bem. Fácil, fácil, com direito a festa e olé. Sorte do Cruzeiro que seus concorrentes não avançam muito e há ainda seis pontos em relação ao vice-líder Inter. Mas o Brasileiro ainda não está ganho.

NO DESVIO

O Fluminense até se esforçou um pouco mais ontem e enfrentou um Internacional desesperado com mais garra do que nos últimos jogos. Mas não foi suficiente porque o time gaúcho defendeu-se bem, amarrou o meio campo tricolor e, a partir do gol de Alex, segurou a partida com muita dedicação. O final foi emocionante porque o gol de Fred deu a impressão de um empate que até faria sentido no jogo, mas o gol de Valdivia não estava no ‘script’ e estragou tudo.

TUDO É POSSÍVEL

O Botafogo surpreendeu o Corinthians porque os seus jogadores mostraram uma dedicação exemplar, Helton Leite teve uma grande atuação e, afinal, Vagner Mancini organizou o time como deve ser: muito cauteloso, ciente de suas limitações. O Corinthians, desfalcado e sem brilho, se viu sem saída e teve poucas chances. No fim, restou a Mano um chororô sem sentido. A vitória, no entanto, não esconde os graves problemas do Botafogo.

O CAMINHO

A boa vitória da seleção brasileira sobre a Argentina recomenda uma postura cautelosa aos torcedores e críticos. Não se pode subavaliar o resultado e muito menos considerar que recuperamos o terreno perdido.Dunga, apesar dos ataques histéricos, reorganizou o time, está convocando e escalando bem, modernizou o esquema e pode seguir esse caminho até com o suporte de alguns veteranos. A Seleção sacode a poeira e até já tem uma base para as Eliminatórias da Copa.

O CONSOLO

A medalha de bronze serviu ao menos para justificar a boa campanha da seleção brasileira de vôlei feminino no Mundial (12 vitórias e uma derrota), ainda mais sobre as donas da casa apoiadas por um público vibrante. Mas foi uma vitória difícil, que voltou a expor certa insegurança em momentos críticos. Há jogadoras como Fe Garay e Dani Lins que oscilam e têm sérios momentos de baixa. Os EUA fizeram uma chegada brilhante foram campeões com justiça.

CAMPEONATO FICA ANIMADO NOS TRÊS SEGMENTOS

Na parte de cima, apesar da ainda boa vantagem do Cruzeiro, as recentes derrotas levantaram dúvidas e esperanças para São Paulo e Inter. O problema é que eles avançam a passos de tartaruga. No meio da tabela, sete lutam por três vagas restantes à Libertadores e até o enrolado Flu ainda sonha. Em baixo, os ameaçados estão reagindo. Criciúma, Coritiba, Vitória, Botafogo, Atlético-PR, Chapecoense, Figueirense e Palmeiras lutam contra a degola. É a graça de um Brasileiro nivelado por baixo.

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