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Márcio, o Zé Roberto das quadras

Aos 39 anos, ala do Macaé nem pensa em aposentadoria e se espelha em craque do futebol e em ex-jogador da Seleção

Por fabio.klotz

Rio - A disposição é de um garoto. A condição física ajuda. Aos 39 anos, Márcio Dornelles nem pensa em aposentadoria. O ala do Macaé está a três jogos de alcançar uma marca expressiva. A longevidade nas quadras rendeu uma comparação com um craque de futebol.

Márcio é uma das armas do Macaé no NBB. No detalhe%2C Zé Roberto%2C exemplo de longevidadeRaphael Bózeo / Divulgação

"Completar 200 jogos no NBB é bem legal. É uma coroação não só para mim, mas para o Macaé também, que acreditou no trabalho. O pessoal até brinca dizendo que sou o Zé Roberto do basquete e pergunta como consigo jogar neste nível, correndo e defendendo. Espero fazer muitos mais jogos, passar dos 300", disse Márcio.

O ala do Macaé gostou da comparação com Zé Roberto — o jogador do Palmeiras, de 40 anos, planeja atuar até os 45. Rogério, ex-ala da Seleção, Vasco e Franca, é outro exemplo de longevidade para Márcio.

"Eu e Zé Roberto temos o mesmo biotipo. Tanto ele quanto o Rogério, vendo a longevidade, são duas pessoas para se espelhar. Assim como outras pessoas podem se espelhar em mim mais para frente. Rogério jogou até os 42 anos. Vamos botar o mínimo aí, de jogar até os 42. Dá para jogar mais um pouquinho. Não dá para botar limite. Eu não penso em aposentadoria, até porque me sinto muito bem fisicamente. A mente então... Eu me cuido bem. No esporte, o corpo manda", declarou o ala, que não é o único veterano a brilhar nas quadras do NBB.

"Marcelinho e Helinho, que também têm 39 anos, estão jogando em alto nível", analisa Márcio.

Foco no playoff

Na segunda temporada no Macaé, Márcio Dornelles é uma das armas do técnico Léo Costa para alcançar o objetivo de chegar ao playoff do Novo Basquete Brasil. O time está em evolução - com duas vitórias nos últimos três jogos.

Até o momento%2C Márcio Dornelles tem média de 9%2C2 pontos e 3%2C3 rebotes por jogo no NBBDivulgação

"Eu vim para cá e continuei aqui por acreditar no projeto. Tomara que seja o ano de ir para o playoff. Estamos merecendo entrar no playoff, sentir o gostinho e fazer um playoff igual ao Mogi, que virou espelho para todos os times após montar um time para classificar para o playoff e chegar em quarto na temporada passada", afirma Márcio, que destaca o bom momento do Macaé:

"As vitórias, a última principalmente, sobre um adversário direto (Rio Claro), dão uma elevada na confiança, dão moral. Agora vamos enfrentar o Bauru, um dos candidatos ao título. Então a atenção precisa ser redobrada. Sabemos que em casa somos fortes, temos um retrospecto legal. Podemos fazer um bom jogo para tentar dar uma beliscada no Bauru. Está todo mundo com a confiança bem legal, sobretudo por jogar bem", diz Márcio.

O duelo com o Bauru, nesta quinta-feira, às 19h30, no Juquinha, vai marcar o reencontro do Macaé com a torcida. O último jogo no estádio foi em dezembro: uma vitória sobre o Flamengo com cesta decisiva do armador norte-americano Jamaal.

"Vai ser nosso primeiro jogo depois daquela belíssima vitória. Estou esperando ainda mais público. O apoio vem crescendo. As pessoas nos param na rua e perguntam sobre os jogos. O porteiro aqui do prédio está todo dia perguntando. A população está interagindo mais. O esporte aqui em Macaé é forte. O futebol subiu para a Série B, o basquete está na segunda temporada no NBB", conta o ala.

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