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Panela futebol clube na escolha do melhor do mundo

Alguns capitães e técnicos usam patriotadas e muito corporativismo para votar no craque da Bola de Ouro

Por pedro.logato

Rio - Um festival de corporativismo e patriotadas marcou o resultado da eleição que consagrou o português Cristiano Ronaldo como o melhor jogador do mundo em 2014. Nada que diminua o mérito do atacante do Real Madrid mas, desde 2012, quando a Fifa liberou treinadores e capitães para votarem em compatriotas e companheiros de clube, tal prática tem sido comum e gerado verdadeiras ‘saias justas’ na definição do prêmio Bola de Ouro.

Exemplo disso é o brasileiro Neymar, que escolheu Messi em primeiro lugar e pôs o volante Mascherano como terceiro melhor do mundo (terminou como 19º), que jogam ao seu lado, no Barcelona. Já Messi, capitão da Argentina, votou no compatriota Di María, em Iniesta e em Mascherano. 

Neymar votou em Messi para melhor do mundoReuters

No Real Madrid, o goleiro Casillas ‘elegeu’ Cristiano Ronaldo e o zagueiro Sergio Ramos. O craque português também fez sua panela com Sergio Ramos, Bale e Benzema, todos do time merengue. Outro que não se fez de rogado foi o craque Falcao García: votou no colombiano James Rodriguez como melhor do mundo.

Já Schweinsteiger juntou o útil ao agradável e só optou por alemães que atuam no seu time, o Bayern de Munique: Neuer, Lahn e Muller. Entre os atletas sul-americanos o corporativismo ficou mais evidente. O capitão uruguaio Godín votou em Diego Costa e Courtois como os dois melhores do mundo, ambos seus ex-companheiros no Atlético de Madrid. Aliás, o meia Turan contestou a lista oficial divulgada pela Fifa — disse ter votado em Simeone, e não em Mourinho.

“Elegi Simeone melhor treinador e Cristiano Ronaldo melhor jogador”, frisou. De acordo com a Fifa, Turan teria elegido Mourinho, Löw e Simeone.

Entre os treinadores, a análise também teve discrepâncias. Dunga votou em Neymar para melhor do mundo. José Pekerman, comandante da Colômbia, escolheu James Rodriguez. Treinador da Argentina, Tata Martino escolheu Messi, Di Maria e Mascherano. Joachim Low votou nos alemães Neuer, Lahm e Schweinsteiger. Pior fez o inglês Roy Hodgson, que virou piada em seu país após votar em Mascherano como melhor do mundo. Ele ignorou CR7 e Messi e também votou em Lahm e Neuer.

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