O futebol carioca segue rateando

Em duas rodadas do Brasileirão, Flamengo, Fluminense e Vasco somam uma vitória, três empates e duas derrotas

Por edsel.britto

Rio - Já se esperava que o Fluminense tivesse dificuldades contra um time superior como o Atlético-MG, mas não que levasse verdadeiro baile em Brasília — tanto com a formação inicial quanto com a que continuou mal no segundo tempo com Magno Alves e Wagner. Da mesma forma, surpreende que o Flamengo, em má fase desde o final da Taça GB, atuasse tão mal no Maracanã, levando dois gols do Sport e só se impondo nos 20 minutos finais de garra até o empate de 2 a 2, diante de um adversário com dez homens e um goleiro improvisado.

Mesmo jogando em casa%2C o Flamengo suou para arrancar um empate por 2 a 2 com o SportAlexandre Brum

Para o Fla, empatar nos acréscimos dá a sensação de recuperação, mas isso não apaga a atuação pífia do time, a maior parte do tempo apático e desorganizado. Mesmo na fase inicial, com maior posse de bola, o Fla quase não levou perigo até sofrer o gol de pênalti de Diego Souza. Na fase final, as entradas de Márcio Araújo e Paulinho pouco ajudaram e o golaço de Elber parecia liquidar a partida. Então, o Sport se apequenou, recuou demais e foi sufocado pelo Flamengo que, pela sua correria e vontade, mereceu o dramático empate. Ainda assim, com esse futebol, não irá longe no Brasileiro.

CAOS TOTAL

Que Fluminense é esse que deu um vexame em Brasília? O time foi quase o tempo todo colocado na roda pelo Atlético-MG, que teve domínio avassalador a ponto de o Flu, na primeira fase, não conseguir atacar. Jemerson fez dois gols de cabeça mas Datolo, Pratto e Luan deram show de toque de bola e futebol coletivo. Na fase final, mesmo com Wagner e Magno Alves não adiantou, o Flu cedeu espaços e o Galo poderia ter obtido goleada maior. Até agora, a torcida espera pelo esquema tático.

SAIU NO LUCRO

Em partida movimentada mas mal disputada, o Vasco não passou de um pálido empate com o Figueirense. Se foi um pouco melhor na fase inicial, acabou dominado no segundo tempo e não fosse a experiência da zaga e, principalmente, a péssima pontaria dos atacantes catarinenses, teria perdido. É o terceiro jogo seguido com empate, sinal de que o título carioca é enganador. Doriva terá muito trabalho para tornar o time mais eficiente e menos dispersivo no ataque.

FELIZ GOLEADA

Qualquer goleada provoca alguma euforia, realça qualidades ou disfarça problemas. Foi o que se viu na festa de sábado do Botafogo no Nilton Santos. A torcida gostou mais uma vez do empenho do time e das boas jogadas de William Arão, Daniel Carvalho, Sassá, Elvis e Lulinha. Mas viu também o imperdoável vacilo de Pimpão, as falhas habituais da defesa e a constante queda de produção durante os jogos. Parece tudo bem para a Série B, mas o Botafogo não pode descuidar nunca.

ASSIM NÃO DÁ

Dois personagens do jogo do Botafogo pagaram tremendo mico. Rodrigo Pimpão conseguiu ser expulso por duas reclamações sem propósito: no intervalo e, depois, em um lateral mal marcado quando seu time ganhava por 4 a 0. Logo ele, de bom nível intelectual. Incompreensível. O árbitro Paulo Vollkopf foi o típico soprador de apito: anulou gol legítimo de Bill em decisão que seria até fácil e, depois, no lance da expulsão de Pimpão, errou ao inverter o lateral. Confuso em jogo fácil.

A ELIMINAÇÃO DO BOCA ERA A ÚNICA DECISÃO POSSÍVEL

Mesmo que se esperasse algo mais rigoroso como a suspensão do Boca e do seu estádio por vários anos, a Conmebol acertou ao eliminar o clube da atual competição, impor suspensão por alguns jogos e multa em dinheiro. Deve servir de advertência para que se providencie maior segurança nos jogos de intensa rivalidade. Ficou claro que permitir a presença de uma única torcida não resolve e facilita a ação de marginais. A Libertadores e o futebol sul- americano ficaram, outra vez, manchados.

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