Por fabio.klotz

São Paulo - No Basquete Cearense, Davi Rossetto encontrou mais do que minutos em quadra. O armador ganhou maturidade. Ao deixar o Pinheiros, em 2012, buscava jogar mais. Não foi apenas isso que conseguiu. Em Fortaleza, mudou a percepção até de si. Após três temporadas pelo clube, colhe os frutos e vê sua evolução ser premiada (ele faturou o Prêmio de Jogador Que Mais Evoluiu no NBB e está com a Seleção para a Universíade).

Davi Rossetto fatura prêmio%3A a recompensa da temporadaLuiz Pires / LNB / Divulgação

"Quando saí do Pinheiros, a mentalidade era jogar mais minutos. Era o momento de transição do sub-19 para o adulto. Precisava jogar e imaginava que conseguiria no Basquete Cearense. Porém, não era só o time que precisava mudar. Aí veio o amadurecimento. Passei a me questionar mais. O jogador jovem tem a mania de colocar a culpa no técnico e não percebe que não está produzindo. O Basquete Cearense se transformou no lugar que só me acrescentou e propiciou o sonho de jogar basquete como profissional", declara Davi, de 22 anos.

A dupla formada por Alberto Bial e Espiga, técnico e assistente do Basquete Cearense, tem uma parcela importante na evolução de Davi.

"A minha gratidão é enorme. Eles sempre apostaram as fichas em mim. Mesmo quando eu não retribuía, eles acreditavam em mim. Eles me abraçaram e me deram a chance de melhorar. Eles sabem o caminho das pedras e têm a didática e o dom de passar para os atletas", elogia o armador.

Davi levou o Basquete Cearense ao título%2C de forma invicta%2C da LDBDivulgação

Davi foi um dos destaques da temporada do Basquete Cearense e brilhou na conquista da LDB (Nacional Sub-22). No NBB, o time não conseguiu ir ao playoff, sendo o único porém para o jovem.

"A temporada foi de grande evolução. Não vou dizer que foi excelente porque o resultado do time não foi o esperado. Como armador do time, não posso dizer que a temporada foi excelente. Foi de grande evolução, de maturidade, de experiência e de coisas que só o tempo de quadra vai trazendo", avalia.

Individualmente, Davi tem motivos de sobra para comemorar, com o prêmio que ganhou na segunda-feira.

"Dedico à comissão técnica. A maior diferença nesta temporada foi a quantidade de minutos, passei de 21 para 32. Ganhei mais confiança e apoio dos companheiros. Era obrigação retribuir. Evoluí no arremesso, que ainda preciso melhorar, e joguei com mais personalidade", analisa.

A maturidade ajuda a visualizar o próximo passo no quesito evolução: "A questão do arremesso tem de aperfeiçoar ao longo da carreira, é um fundamento importante, acertar a mecânica e ter um aproveitamento melhor e render mais para o time. E também ser mais agressivo na defesa, ser aquele cara mais chato e duro, o que time espera de um armador. Vou tentando agregar ao meu jogo e ser o mais completo possível."

Universíade

O prêmio no NBB não foi o único reconhecimento à evolução de Davi. O armador do Basquete Cearense foi convocado para a seleção brasileira que vai disputar a Universíade, na Coreia do Sul, em julho.

"É muito bom ser reconhecido para uma Seleção. O grande lance é abrir mão de você pelo conjunto. É procurar neste tempo dar liga para entrosar. É um time de qualidade. É se esforçar em formar um conjunto bom. Pela qualidade dos jogadores, tem tudo para ter um bom papel no torneio", declara Davi.

A Seleção já iniciou a preparação para a Universíade: "É um aprendizado. O objetivo em uma Seleção de Novos é aprender. É a consequência de um trabalho bacana. Magnano falou para nós: 'Ninguém está dando nada de presente. Vocês estão aqui pelo o que conquistaram.' Agora é querer mais e mais e aprender para incorporar mais coisas ao meu jogo", encerrou.

Você pode gostar