Exclusão do Milan da Liga Europa é anulada

Tribunal de Arbitragem do Esporte orientou Uefa a optar por sanção 'proporcional' após clube desrepeitar regras do fair-play financeiro

Por AFP

Clube italiano vai poder disputar próxima Liga Europa
Clube italiano vai poder disputar próxima Liga Europa -

Suíça - O Tribunal de Arbitragem do Esporte (TAS) anunciou nesta sexta-feira a anulação da exclusão do Milan da próxima Liga Europa. Apesar da decisão, a entidade confirmou que o clube não respeitou as regras do fair-play financeiro, porém, orientou a Uefa a optar por uma sanção "proporcional".

"O Milan está reintegrado à Liga Europa por enquanto, e o caso foi encaminhado à Uefa para uma nova decisão", indicou o TAS, que pede "uma medida disciplinar proporcional".

O TAS argumentou que "elementos importantes não haviam sido levados em conta" pela Uefa ou "não haviam sido levados em conta corretamente, particularmente o fato de que a saúde econômica do clube agora está melhor, devido à recente mudança de proprietário". Os representantes do clube italiano, com o diretor-geral Marco Fassone como chefe da delegação, viajaram na quinta-feira para Lausanne para apresentar seus argumentos.

No dia 11 de julho, o fundo de investimentos americano Elliott Management anunciou que assumiu o controle do Milan, no qual pretende investir 50 milhões de euros para estabilizar as finanças do clube. A empresa assume o controle da equipe depois que o investidor chinês Li Yonghong, que adquiriu o time em abril de 2017, não pagou pelo empréstimo de 32 milhões de euros, destinado à compra do clube rossonero, que venceu em 6 de julho. O novo proprietário afirmou ainda que pretende desenvolver um "modelo operacional duradouro que respeite as regras de fair play financeiro da Uefa".

Campeão de sete Ligas dos Campeões, e propriedade do ex-primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi por muitos anos, o Milan foi comprado por investidores chineses em abril de 2017 por 740 milhões de euros.

Desde então, a Uefa se preocupava com a estabilidade econômica do consórcio, que gastou cerca de 200 milhões de euros na temporada passada para recrutar novos jogadores e que contraiu um empréstimo colossal do fundo de investimento Elliott.

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