Wagner abandona o barco e expõe ainda mais a crise

Meia alega atrasos no depósito do FGTS e obtém rescisão na Justiça. Vasco vai recorrer

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Wagner, que negociava uma renovação, buscou a Justiça para rescindir -

O pedido de rescisão unilateral de Wagner expõe mais uma face da crise que atravessa o Vasco. Com 51% de risco de rebaixamento no Brasileiro, o clube sofreu uma derrota na 44ª Vara do Trabalho do Rio, que liberou o apoiador do vínculo válido até janeiro de 2019. Wagner alegou na Justiça atraso no recolhimento de seu FGTS (17 meses) e uma proposta do Al Khor, do Catar, e conseguiu a antecipação de tutela para fechar com o novo clube.

Em nota oficial, o Vasco anunciou que vai recorrer da decisão e revelou que acertou no dia 30 de agosto um acordo com a Caixa Econômica Federal para o pagamento parcelado do FGTS de todos os funcionários. Dessa maneira, o clube não considera o atraso. A CBF, porém, já publicou a rescisão contratual com o Vasco, acatando a decisão do juiz Lucas Furiati Camargo.

A notícia pegou todos de surpresa em São Januário. O apoiador inclusive deixou o grupo de 'WhatsApp' dos jogadores do Vasco. Alexandre Faria, diretor de futebol do clube, estranhou a atitude de Wagner, que negociava a prorrogação de contrato.

"Tudo é conversado com os jogadores. Eles estão surpresos com a situação. Segundo os jogadores, o Wagner saiu do grupo de 'WhatsApp' e não comentou nada com ninguém. Temos que contar com quem está comprometido", afirmou o dirigente.

Com quatro derrotas no comando do Vasco, Alberto Valentim está cada vez mais pressionado. Com a equipe à beira do Z-4, em 16º lugar, com 24 pontos, o treinador pode perder o emprego em caso de nova derrota para o Flamengo, sábado, no Mané Garrincha, em Brasília.

"O Vasco não vai brigar lá embaixo. Vai ter sequência positiva. Somos colocados à prova a todo momento", disse Alexandre Faria.

 

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