Clube pede suspensão de um ano para brasileiro que abandonou jogo por insultos racistas

Presidente do Blooming-BOL afirma que entrou com uma ação no Tribunal de Justiça Desportiva contra o jogador

Por O Dia

Juan Jordán, presidente do Blooming
Juan Jordán, presidente do Blooming -

Bolívia - Dias após o episódio em que a torcida do Blooming-BOL fez ofensas racistas ao brasileiro Serginho, que decidiu abandonar o campo de jogo, o presidente do clube, Juan Jordán, convocou uma coletiva para falar pela primeira vez sobre o ocorrido. Ele afirmou que a instituição repudia o racismo, mas, surpreendentemente, revelou que entrou com um pedido de suspensão de um ano contra o jogador.

"Este senhor (Serginho), sabemos, “é mais complicado que a tabuada do 17”. Tem antecedentes de provocação, discriminação e racismo. Foi formulada uma denúncia no Tribunal de Justiça Desportiva contra o jogador Sérgio Henrique Francisco. Apresentamos evidências, com gravações digitais, solicitando a suspensão de um ano do jogador", declarou Jordán.

O dirigente tentou minimizar o ocorrido e afirmou que "não se deve perder o folclore no futebol".

"Vocês, amigos da imprensa, estão todos os dias no futebol com os jogadores. Quem não tem apelido, não tem identidade. E não é só com os jogadores, acontece com todos nós, os “cruceños” (de Santa Cruz de La Sierra) e os “não cruceños” que vivemos aqui: “Mono” (macaco, em espanhol) Galarza, Pulga Aguirre, Flecha Vaca, etc", completou.

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