Bicampeã olímpica Thaisa vê dificuldade em seguir no Brasil com manutenção do ranking

Central conta que tem propostas para deixar o país e volta a protestar contra a lista em que aparece com pontuação máxima

Por O Dia

Após defender o Hinode Barueri na Superliga, Thaisa admite a possibilidade de atuar fora do país
Após defender o Hinode Barueri na Superliga, Thaisa admite a possibilidade de atuar fora do país -

Rio - A bicampeã olímpica de vôlei Thaisa voltou a protestar contra a manutenção do ranking para a temporada 2019/2020 e afirmou que pode deixar o Brasil mais uma vez. A central é uma das 10 jogadoras que aparecem com 10 pontos na lista divulgada pela Confederação Brasileira de Vôlei, ao lado das levantadoras Dani Lins, Macris e Fabíola, da meio de rede Fabiana, das ponteiras Fernanda Garay, Gabriela Guimarães e Natália, das opostas/ponteiras Tandara e Tifanny. Cada clube poderá inscrever na próxima Superliga no máximo duas atletas de sete pontos, além de, no máximo, duas estrangeiras.

“Já sei que algumas poderão ir para fora. Tenho propostas para ir também. Tudo vai depender de ter espaço ou não nos clubes daqui do Brasil”, afirmou Thaisa.

Em 2016, ela viveu o mesmo impasse, e acabou se transferindo para o Eczacibasi Vitra, da Turquia. “Muita gente, que se acha bem informada, falou que eu estava indo por dinheiro. Mas não foi nada disso. Saí porque tinha um contrato de dois anos e que foi rompido após a primeira temporada. No meu caso, com sete pontos, não tinha praticamente opção para me encaixar em algum clube brasileiro”, completou Thaisa.

No dia da divulgação do ranking, ela já havia manifestado sua indignação nas redes sociais. E voltou a protestar mais uma vez. “A CBV deu esse poder aos clubes que, por sua vez, só pensam em enfraquecer e desmontar os outros times. Daí tira o direito de uma atleta ir para uma determinada equipe para enfraquecer quem pode mantê-la em seu elenco. A partir disso, nós somos obrigadas a sair do país ou receber 60% menos”, argumentou. 

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