Alojamentos esportivos no Rio serão obrigados a ter brigadistas de incêndio

Medida visa evitar tragédias como a ocorrida nas dependências do Flamengo, no dia 8 de fevereiro

Por O Dia

O alojamento atingido pelo fogo se transformou em um amontoado de ferro retorcido e cinzas
O alojamento atingido pelo fogo se transformou em um amontoado de ferro retorcido e cinzas -

Rio - Alojamentos permanentes ou provisórios de instituições esportivas deverão contar com uma equipe de brigadistas de incêndio. O laudo de vistoria e aprovação do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura também serão obrigatórios. É o que determina a Lei 8.376/19, do deputado Carlos Macedo (PRB), sancionada pelo governador Wilson Witzel e publicada no Diário Oficial desta segunda-feira.

A lei abrange alojamentos de atletas das categorias de base ou profissionais de qualquer modalidade esportiva. Segundo o texto, a brigada de incêndio deverá ser formada por, no mínimo, um bombeiro profissional civil e de brigadistas voluntários.

O texto ainda determina que todos os alojamentos esportivos respeitem normas da Secretaria de Estado de Defesa Civil, o Decreto-Lei Estadual 247/75, que regulamentou a segurança contra incêndio e pânico, além da norma regulamentadora N-23 – Proteção contra Incêndios, instituída pelo extinto Ministério de Trabalho e Emprego, entre outras regras. As instituições esportivas terão prazo de um ano para adequação das instalações e, em caso de descumprimento, o infrator estará sujeito a multa de 5 mil UFIR, cerca de de R$ 17 mil.

Segundo o deputado Carlos Macedo, a medida é importante para evitar tragédias como a ocorrida no alojamento do Flamengo no dia 8 de fevereiro deste ano. Na ocasião, dez adolescentes das categorias de base do clube morreram. Macedo lembrou que este ano ainda houve outro incêndio, em um alojamento do Bangu Atlético Clube.

“A implementação de tal medida ganhou contornos de urgência em razão dos últimos acontecimentos envolvendo alojamentos e centros de treinamento de atletas em instituições desportivas cariocas. É possível verificar que mesmo os grandes clubes de futebol não observam os dispostos nas legislações estadual e federal, em que deveriam garantir a segurança de todos que ali frequentam”, afirmou Carlos Macedo.

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