"Ninguém obrigou Neymar a assinar conosco", dispara presidente do PSG

Em entrevista à revista "France Football", Nasser Al Khelaifi afirma que quer "jogadores dispostos a dar tudo para defender a honra da camisa e participar do projeto do clube"

Por O Dia

Com futuro incerto no PSG, Neymar pode voltar ao Barça, mas o Íbis (detalhe) brincou sobre o destino do craque
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Paris - A entrevista completa do presidente do PSG, Nasser Al Khelaifi, à revista "France Football " foi divulgada ontem, revelando um tom rígido do dirigente em relação a Neymar. O presidente afirmou que quer jogadores dispostos a defender a honra do time e citou nominalmente o brasileiro, afirmando que o atacante não foi forçado a assinar com o clube francês. Neymar tem vínculo com o PSG até 2022 e Nasser Al Khelaifi também destacou que os contratos devem ser respeitados.

"Quero jogadores dispostos a dar tudo para defender a honra da camisa e participar do projeto do clube. Aqueles que não querem, ou não entendem, nós vemos e conversamos uns com os outros. É claro que há contratos a serem respeitados, mas a prioridade agora é a total adesão ao nosso projeto. (...) Ninguém obrigou Neymar a assinar conosco. Ninguém o forçou. Ele veio conscientemente para participar de um projeto", afirmou o presidente.

Já Mbappé foi citado por Al Khelaifi como exemplo de aderência ao projeto do PSG: "Ele quer se envolver mais em nosso projeto para crescer com a equipe, o clube. Mas eu expliquei a ele que as responsabilidades, isso não se pede. Devemos ir buscá-los, às vezes até arrancá-los. Nós não esperamos, nós provocamos. Como ele é muito inteligente, tenho certeza de que ele entendeu (...)". E deixou claro que não pretende abrir mão do atacante francês: "Mbappé ainda estará no PSG no próximo ano? Eu não tenho 100% de certeza, mas 200%!".

IMÓVEIS BLOQUEADOS

Ontem, o jornal "Folha de São Paulo" informou que Neymar está com imóveis em seu nome bloqueados pela Justiça devido a processo por sonegação fiscal, que cobra do atleta $ 69 milhões. Segundo a publicação, foram encontratdos 36 imóveis em nome do jogador, de sua família ou de suas empresas que estão indisponíveis.

O bloqueio impede que os imóveis sejam negociados, mas não utilizados, garatindo o pagamento à Receita Federal ao fim do processo por suposta sonegação de tributos na transferência do Santos para o Barcelona, em 2013.

 

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