O flamenguista Jorge Baptista (E) e o vascaíno Ronaldo Viana: em meio às brincadeiras, os dois aguardam Jorge Jesus no Cadeg - Reginaldo Pimenta
O flamenguista Jorge Baptista (E) e o vascaíno Ronaldo Viana: em meio às brincadeiras, os dois aguardam Jorge Jesus no CadegReginaldo Pimenta
Por MH

Rio - Jorge Jesus tem sido o prato principal da gozação entre rubro-negros e cruzmaltinos nos bares e restaurantes da cidade. Como pode um português rejeitar o Vasco da Gama para treinar justamente o rival? Jesus estreia oficialmente pelo Flamengo nesta quarta, às 21h30, contra o Athletico-PR, às 21h30, na Arena da Baixada, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Os vascaínos do Cadeg, o Mercado Municipal de Benfica, já avisaram: em lugar que serve bacalhau, peixe traíra não tem vez.

Torcedor do time de São Januário, Ronaldo Silva Viana é o chef do Restaurante Espetáculo, especializado em carnes e bacalhau, no Cadeg. Ele não põe a mão no fogo por Jorge Jesus. "Traíra aqui não entra. Nem peixe, nem gente. Jesus foi pro Flamengo mesmo sabendo que seria melhor acolhido no Vasco. Não tem problema, eu acho o Luxemburgo até melhor. Vamos ver quem ri por último", disse, confiante, o cruzmaltino. O chef tem uma teoria curiosa: "No fundo, acho que Jesus é um vascaíno infiltrado, a mando da colônia portuguesa, ordenado para fazer o rival se dar mal". 

Gerente-geral do restaurante, o rubro-negro Jorge é xará do treinador. A diferença está no detalhe bíblico: o sobrenome de um é Jesus, o do outro é Baptista. "No início, achei estranho um português no Flamengo. Mas depois gostei. Se ele treinar o Flamengo como os portugueses tomam conta de comércio, e sempre se dão bem, com certeza vai ter sucesso", brincou Jorge Baptista.

 

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