Juan Bautista Soler foi presidente do Valencia entre 2004 e 2009 - JAIME REINA/AFP/Getty Images
Juan Bautista Soler foi presidente do Valencia entre 2004 e 2009JAIME REINA/AFP/Getty Images
Por O Dia
Espanha - Parece história de filme, mas é real. Nesta terça-feira, Juan Bautista Soler, ex-presidente do Valencia, da Espanha, foi sentenciado a dois anos de prisão por tentar sequestrar seu sucessor, Vicente Soriano, em 2014.

Junto ao dirigente, e outras três pessoas foram acusadas pela tentativa de sequestro que ocorreu em março de 2014. A ação tinha o intuito de tentar forçar Soriano a quitar uma dívida relacionada à compra de partes do clube. O plano acabou sendo frustrado por uma ação da polícia, que já havia sido avisada por um informante. Em abril de 2014, Juan e os outros três envolvidos foram presos.

Sócio-majoritário do Valencia entre 2004 e 2008, Soler foi julgado culpado pelos crimes de tentativa de roubo violento e tentativa de sequestro. Ao final de sua administração, ele vendeu 70.889 ações para Soriano por 85 milhões de euros (R$ 378 milhões, na cotação atual).

Soriano tinha a intenção de vender as ações para o grupo de investimentos uruguaio Dalport, negociação que foi vetada pelo governo regional de Valencia. Ao deixar a presidência do clube, em 2009, Manuel Llorente assumiu e realizou um aporte financeiro de 92 milhões de euros (R$ 418,9 milhões), o que acabou reduzindo o valor das ações compradas por Soriano, que se recusou a pagar Soler.

Em 2013, o Supremo Tribunal da Espanha condenou Soriano e o grupo Dalport a pagarem 39 milhões de euros (R$ 177,5 milhões) a Soler devido a uma quebra de contrato.