Brasileiros superam dupla Nº 1 do ranking mundial na estreia do Rio Open

Dupla formada pelos gaúchos Orlando Luz e Rafael Matos levaram a melhor diante de Cabal e Farah, da Colômbia

Por O Dia

Brasileiros Rafael Matos e Orlando Luz vencem dupla número 1 do mundo
Brasileiros Rafael Matos e Orlando Luz vencem dupla número 1 do mundo -
Rio - Em um dia de grandes resultados para o tênis brasileiro, a parceria formada pelos gaúchos Orlando Luz e Rafael Matos levou a torcida à loucura na Quadra 1 do Rio Open ao conquistar uma vitória incrível na estreia no torneio.

Medindo forças com a dupla número 1 do mundo formada pelos colombianos Robert Farah e Juan Sebastian Cabal, vinda das conquistas de Wimbledon e do US Open em 2019, os brasileiros conseguiram uma vitória maiúscula por 6/1 4/6 10-8 em apenas 1h29 de partida.

Após a partida, os jovens ainda em êxtase conversaram com a imprensa sobre a sensação de fazer uma partida tão disputada contra os líderes do ranking mundial após saírem soltos na chave como convidados do torneio, anotando sua primeira vitória em um torneio de nível ATP.

“Em nenhum momento deixamos de acreditar, desde que vimos a chave. Sabíamos que teríamos jogos duros na chave, e não importava quem viesse a gente iria pra cima com tudo. Acabou que pegamos os melhores do mundo e fomos pra cima e felizmente a vitória caiu pra gente”, refletiu Orlandinho.

Os jovens também comentaram a diferença de atmosfera do Rio Open para outros torneios que disputaram recentemente, já que atuaram diante de uma Quadra 1 praticamente lotada à 1h da manhã de uma segunda-feira, a mesma quadra que Bruno Soares carinhosamente chama de ‘caldeirãozinho’.

“É outra atmosfera. Em Lima (Challenger) estávamos eu, ele (Orlando), o (Oscar) Guiterrez, o Felipe Meligeni, todo mundo na depressão de estar lá, tudo uma bosta. Aí chegamos aqui e tudo maravilhoso desse jeito, toda essa atmosfera, ajuda muito a jogar”, comentou Matos.

Orlandinho também relatou ter sentido a diferença da torcida e ainda comparou a diferença de estrutura oferecida para os tenistas no Rio Open em comparação aos torneios de nível Future, último evento do qual a dupla participou — que formam a categoria de base do circuito profissional.

“É muito diferente, a gente perdeu um jogo duro lá (em Lima). As condições são horríveis jogando Future, chegamos lá (em Lima) e o primeiro treino que fomos fazer foi depois de dois ou três dias, não tem bola nova, a gente treina só com bola velha. Às vezes não tem água, como quando cheguei pra almoçar e não tinha água no restaurante, ou suco ou refrigerante. Eu joguei no Egito ano passado e passei um aperto. Então estamos buscando subir pros Challengers, pois assim podemos jogar para subir nos rankings e treinar para evoluir”, refletiu.

Ex-número 1 do mundo juvenil, o tenista de Carazinho também comentou os planos da dupla, que ainda não pretende abrir mão completamente do circuito de simples. “Eu não vou parar de jogar simples agora, mas obviamente se começarmos a entrar em ATPs, vamos jogar ATPs nas duplas. Nos inscrevemos no ATP de Santiago semana que vem, mas acabamos ficando fora. Vamos tentar subir os dois níveis (simples e duplas) ao mesmo tempo, pois nesse ranking ainda temos que jogar Challengers. Demos a sorte de receber esse convite do Rio Open, não fosse pelo convite não sabemos nem em quantos anos conseguiríamos entrar aqui na chave”.

Por fim, Matos relembrou um fato curioso ocorrido pouco antes de os jogadores entrarem em quadra, que acabou provocando risadas em todos os presentes. “Quando estávamos entrando em quadra, não sei se foi um segurança ou alguém conversando que falou: ‘esse jogo aí vai ser rapidinho, esses caras são número 1 do mundo’, isso a dois metros de entrar em quadra”, comentou o gaúcho aos risos.

Na próxima rodada, os jovens poderão ter uma dupla brasileira em seu caminho, já que aguardam pela definição da partida entre a parceria formada por Thiago Monteiro e Felipe Meligeni e a dupla holandesa Sander Gille e Joran Vliegen.
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