Mané revela construção de hospital em Senegal: 'Para dar esperanças às pessoas'

Craque do Liverpool relembra por que morte do pai quando tinha sete anos o influenciou a ajudar cidade natal

Por O Dia

Liverpool's Senegalese striker Sadio Mane (R) dribbles past Flamengo's defender Rafinha during the 2019 FIFA Club World Cup Final football match between England's Liverpool and Brazil's Flamengo at the Khalifa International Stadium in the Qatari capital Doha on December 21, 2019
Liverpool's Senegalese striker Sadio Mane (R) dribbles past Flamengo's defender Rafinha during the 2019 FIFA Club World Cup Final football match between England's Liverpool and Brazil's Flamengo at the Khalifa International Stadium in the Qatari capital Doha on December 21, 2019 -
Rio -  Craque dentro e fora de campo, Sadio Mané brilhou mais uma vez. Conhecido pela solidariedade com as pessoas mais necessitadas, o atacante está financiando a construção de um hospital na vila da cidade onde nasceu, em Sédhiou, no Senegal.
Em entrevista concedida ao jornal britânico 'The Guardian', Mané detalhou os motivos que o levam a ajudar as pessoas de sua cidade natal. O acontecimento que mais marcou o jogador foi a morte de seu pai, quando tinha sete anos.
"Antes do meu pai morrer, ele ficou doente por semanas. Nós trouxemos alguns medicamentos tradicionais e isso o ajudou por três ou quatro meses. A doença voltou, mas dessa vez os remédios não funcionaram. Como não havia hospital em Bambali, eles o levaram para uma vila próxima para ver se conseguiam salvá-lo. Mas não conseguiram", relembrou Mané.

"Me lembro também que minha irmã nasceu em casa porque não havia hospital. É uma situação muito triste para todos. Eu quis construir um hospital para dar esperança às pessoas", acrescentou.
O atacante senegalês falou ainda das dificuldades após a morte do pai. Mesmo sendo apenas uma criança, o futuro craque do Liverpool demonstrou força para superar esse duro momento de sua vida.
"Quando eu era jovem, meu pai sempre me dizia o quanto ele se orgulhava de mim. Era um homem de grande coração. Quando ele morreu, teve um grande impacto em mim e toda a família. Falei para mim mesmo: 'Agora preciso fazer o máximo para poder ajudar minha mãe.' É uma coisa difícil para lidar quando se é tão novo", prosseguiu:

"Foi difícil porque não tinha ninguém para me ajudar a alcançar o meu sonho. Mas eu nunca deixei de sonhar. Foi realmente difícil deixar minha família na vila, mas eu sabia que poderia ser bem sucedido. Depois disso, minha família começou a levar mais a sério e soube que eu não queria fazer outra coisa", concluiu.

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