Leco - Reprodução
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Por O Dia
Rio - Alex Barbosa Pereira, o Leco, ex-jogador de futsal, com passagens pelos quatros grandes do Rio, era conhecido pelos seus amigos por sua alegria. Antony Menezes, o Tony, que foi companheiro de elenco, e Marcelo Rodrigues, que se aproximou de Leco, após a aposentadoria, comentaram essa característica do ex-atleta. As informações são do "Uol".
Leco morreu aos 44 anos, no último sábado, com suspeita da Covid-19. Ele passou por três testes para a doença: os dois primeiros deram negativo, já o último testou positivo. Apesar disso, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro não confirma a causa da morte.
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Hoje em dia, Tony atua como técnico do futebol feminino do Vasco. Ele esteve com Leco em suas passagens pelo Botafogo, Flamengo e Fluminense, já pelo Fut7.
"Comecei no Flamengo, em 1996, e ele já jogava na categoria adulta. Nos conhecemos lá e fomos companheiros de elenco. Ele sempre foi uma pessoa muito alegre, contagiava o grupo, era adorado por todos. Leco era um cara extremamente vaidoso, com estilo inusitado e era alvo de gozações dos amigos, mas sempre tinha uma resposta engraçada. Tínhamos um carinho por ele, que era mais velho, mas parecia uma criança, estava sempre brincando. Ele falava para mim: 'Joga do meu lado que você vai ser campeão' (risos). Tivemos algumas conquistas no Flamengo e uma pelo Botafogo", lembra.
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Marcelo Rodrigues, comentarista de futsal na SporTV, cobriu diversos jogos da carreira de Alex, no entanto só após a aposentadoria do jogador que a amizade a ficar mais forte.
"Durante a carreira dele, comentei muitos jogos. Não tínhamos tanto contato, mas, ao longo da carreira, nos falávamos. No futsal do Rio, todos se conhecem e ele tinha muitos amigos que tinham sido atletas meus no período que trabalhei no Fluminense. Quando ele parou de jogar profissionalmente, participou de alguns torneios beneficentes que organizo e pudemos estreitar a amizade".
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O comentarista revelou que Leco sempre era muito animado e que cuidava muito bem da sua forma física e, por isso, foi apelidado de "Cyborg".
"Ele era sempre muito engraçado, muito alegre, divertido, parceiro. Ele era bem forte, malhava para caramba, corria... Tinha um preparo físico acima da média. Por causa disso, o apelido que demos a ele foi Cyborg. Ele brincava com isso. Mas ele era aquele grandão com alma de criança, uma pessoa que animava todo mundo, colocava pilha, fazia graça. Ele era um cara diferente, bom coração. Sempre ajudava em algumas ações sociais. Estava sempre pronto a ajudar ao próximo", recorda Marcelo. 
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Segundo Rodrigues, Leco havia passado por três testes para o coronavírus, com o último sendo testado como positivo. O comentarista fez um alerta sobre a doença.
"Ele era muito forte, mas o vírus é para todo mundo. Infelizmente, foi o dia dele. O irmão nos passou que ele tossia muito e foi para o hospital, a princípio, pensando ser pneumonia. Ele foi testado três vezes, na primeira e segunda, deu negativo. Na terceira, deu positivo para Covid".
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É muito triste para todo mundo, uma perda muito grande. Para um grupo, dentro de qualquer esporte, esse personagem precisava existir e vai fazer falta. Inteligente, parceiro, crianção. É muito triste porque a pessoa 'desaparece', acabou. Não pudemos ir lá dar um abraço na família. Temos de buscar a conscientização das pessoas para a gravidade do que estamos vivendo. Essa morte precisa ter algum valor e ser exemplo para todo mundo acha que pode sair... As pessoas não sabem o que era o Leco em termos de saúde".