Protestos e goleada no retorno do Alvinegro

Na vitória de 6 a 2, time leva faixa ao gramado e questiona a volta agora do Carioca

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Melhor em campo, Luis Henrique (C) é festejado após marcar o quinto gol
Melhor em campo, Luis Henrique (C) é festejado após marcar o quinto gol -

Com protestos e goleada. Depois de mais de três meses, o time do Botafogo voltou ontem ao Estádio Nilton Santos e em grande estilo. Atropelou a Cabofriense por 6 a 2, em partida que marcou o retorno ao Campeonato Carioca após a paralisação em consequência da covid-19 e da briga com a Federação de Futebol do Rio de Janeiro.

Mesmo liberado por decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que anulou a suspensão de 15 dias imposta pelo TJD-RJ por críticas à Ferj, o técnico Paulo Autuori não comandou o time alvinegro à beira do campo. Em protesto, assistiu ao jogo do camarote.

O Glorioso entrou em campo com uma faixa questionando a retomada da competição: "Protocolo bom é o que respeita vidas". Na camisa preta, agradecimento aos profissionais de saúde, fundamentais na luta contra a covid, e apoio à mobilização antirracismo.

Quando a bola rolou, o domínio do Botafogo foi absoluto: com gols de Pedro Raul (dois), Cícero, Bruno Nazário, Luis Henrique e Caio Alexandre, o time goleou. Emerson Carioca e Diego Sales descontaram. Para avançar às semifinais, o Alvinegro precisa bater a Portuguesa na próxima rodada.

Dirigente do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro demonstrou muito otimismo num acerto com o marfinense Kalou, em fim de contrato com o Hertha Berlin, da Alemanha: "Ele está doido para vir para o Botafogo. Já mandamos para ele o pré-contrato e imaginamos que esteja em 80%, 90% certo", disse, ao site UOL.

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