No radar de Tite, Matheus Cunha se firmou como um dos principais nome na busca pela medalha de ouro em Tóquio - Ricardo Nogueira/CBF
No radar de Tite, Matheus Cunha se firmou como um dos principais nome na busca pela medalha de ouro em TóquioRicardo Nogueira/CBF
Por O Dia
Cairo - No último teste de 2020, a seleção olímpica foi derrotada pelo Egito, por 2 a 1, de virada, no amistoso disputado nesta terça-feira, no Cairo. Na mistura do Brasil com o Egito, os comandados de André Jardine não tiveram charme para 'jogar' bonito, o oposto da música que fez sucesso com o grupo É o Tchan, no fim da década de 90. O paraibano Matheus Cunha, que tinha apenas dois anos, quando o clip de 'Ralando o Tchan' visalizou no país, abriu o placar, mas Eleraky e Ahmed Rayan viraram para os donos da casa depois da cochilada no segundo tempo.
A fragilidade defensiva apresentada no amistoso contra a Coréia se repetiu no embate com o Egito. Com o calendário prejudicado pela pandemia do novo coronavírus, Jardine ainda busca o encaixe do setor na preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021. Se o poderio ofensivo fez a diferença na virada sobre os coreanos, a falta de inspiração dos homens de frentes freou uma possível reação, mesmo com a boa fase de Matheus Cunha.
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No radar de Tite, o atacante do Hertha Berlim, da Alemanha, voltou a marcar. De cabeça, ele abriu o placar, após o cruzamento de David Neres, do Ajax, da Holanda. O goleiro Mahmoud Gad fez a defesa, mas a bola já havia atravessado a linha, como confirmou o VAR, aos 16 minutos.
A agressividade que faltou ao Brasil, sobrou para os egípcios no segundo tempo. Logo no início, aos dois minutos, Eleraky, de cabeça, aproveitou a indefinição da marcação para empatar. Após uma roubada de bola no meio de campo, Maddy aproveitou a defesa brasileira escancarada para encontrar Ahmed Rayan, que tocou na saída de Daneil Fuzato, do Gil Vicente, de Portugal, aos 10.
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Reinier, do Borussia Dortmund, da Alemanha, David Neres, do Ajax, da Holanda, e Rodrygo, do Real Madrid, pouco participativos, Matheus Cunha foi preciso uma 'maldição do faraó' para conter o camisa 9, principal nome brasileiro em campo. Frustrado com o resultado, André Jardine voltará a convocar a seleção em março, de olho nos Jogos de Tóquio.