Joaquim Cruz foi campeão olímpico nos Jogos de Los Angeles, em 1984, e medalha de prata nos de Seul, em 1988, nos 800 metros - Divulgação/COB
Joaquim Cruz foi campeão olímpico nos Jogos de Los Angeles, em 1984, e medalha de prata nos de Seul, em 1988, nos 800 metrosDivulgação/COB
Por O Dia
Brasília - Seis atletas olímpicos e paraolímpicos foram excluídos da lista de homenageados pela Fundação Cultural Palmares na quarta-feira: Ádria Santos, Janeth dos Santos, Joaquim Cruz, Servílio de Oliveira, Terezinha Guilhermina e Vanderlei Cordeiro de Lima. Criado para combater o racismo e valorizar os feitos de brasileiros negros, a Fundação Palmares voltou a atrair, negativamente, a atenção em mais uma polêmica decisão do presidente da instituição, Sérgio Camargo. A partir de agora, serão prestados apenas tributos póstumos. Em vida, nenhum herói olímpico será homenageado pelo órgão ligado ao governo federal.   

Responsável pela mudança, Camargo informou que a premiação receberá o nome de João do Pulo, ex-recordista mundial do salto triplo e vencedor de duas medalhas de bronze em Olimpíadas: Montreal, em 1976, e Moscou, em 1980. Vítima de uma crise hepática, ele morreu em 1999.
Campeão olímpico em 1984, em Los Angeles, e medalhista de prata em 88, em Seul, nos 800 mil metros, o es-fundista Joaquim Cruz é considerado um dos maiores atletas da história do Brasil e atualmente trabalha para o Comitê Olímpico dos Estados Unidos. No Hall da Fama do Basquetebol Feminino, Janeth, de 51 anos, foi outra que perdeu a homenagem, apesar do currículo que inclui medalha de prata nas Olimpíadas de 1996, em Atlanta, e de bronze em 2000, em Sydney.
Publicidade
A ex-armadora ainda ganhou a medalha de ouro no Mundial da Austrália, em 1994, e do Pan-Americano de Havana, em 1991, ao lado das lendas como Hortência e Magic Paula. Fora da Seleção, ainda se sagrou tetracampeã da WNBA, liga profissional de basquete dos Estados Unidos, pelo Houston Comets.
Ex-pugilista, Servílio de Oliveira, de 72 anos, foi o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha em Jogos Olímpicos no boxe, em 1968, no México. Bronze nos Jogos de Atenas, em 2004, Vanderlei Cordeiro de Lima, de 51 anos, marcado pelo empurradão para fora da pista de competição pelo ex-padre irlandês Cornellius Horan quando liderava a prova, foi outro que deixou a lista de homenageados.
Publicidade
Ádria Santos, de 46 anos, é considerada a maior medalhista feminina do esporte paralímpico brasileiro. Velocista da classe T11, para atletas com cegueira total, ela ganhou 13 medalhas em Jogos Paralímpicos, sendo quatro de ouro, oito de prata e uma de bronze.

Terezinha Guilhermina, que também é natural de Minas Gerais, disputou provas nas classes T11 e T13 do esporte e conquistou seis medalhas em Jogos Paralímpicos, sendo três de ouro, uma de prata e duas de bronze, nas corridas de 100m rasos, 200m e 400m.