As medidas para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus na Ásia refletem na organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio
As medidas para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus na Ásia refletem na organização dos Jogos Olímpicos de TóquioAFP
Por Lance
Tóquio - A decisão do governo japonês e do Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio de proibir a presença de público estrangeiro no evento, tomada no último final de semana, significou um abalo para as expectativas de arrecadação do país com turismo. O prejuízo econômico causado pela medida que visa frear a pandemia do novo coronavírus pode chegar a US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 9,9 bilhões), segundo projeção de Takahide Kiuchi, economista do Instituto de Pesquisa Nomura.
"Isso não é algo grande o suficiente para balançar a economia japonesa, mas ainda é certamente uma grande perda econômica", disse Kiuchi à 'AFP'.
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Eram esperados mais de 600 mil turistas no Japão entre os meses de julho e agosto, com a injeção de um montante significativo na economia do país, aproximadamente 12% de toda a receita prevista para a Olimpíada.
Por causa da Copa do Mundo de Rúgbi, o Japão recebeu um recorde de 31,9 milhões de visitantes estrangeiros em 2019. O país projetava atingir sua meta de 40 milhões em 2020 com os Jogos Olímpicos.
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Nos próximos dias, o Comitê divulgará como será feita a devolução dos valores pagos pelos ingressos por torcedores estrangeiros, em cifras na casa dos 800 milhões de dólares.
No Brasil, as duas operadoras de turismo licenciadas da Match, agência oficial do COB para a venda de ingressos, divulgaram em seus sites que reembolsarão os compradores, mas ainda será definido como isso acontecerá. Eram cerca de 20 mil bilhetes disponíveis para venda no país.
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No próximo mês, a organização dos Jogos anunciará o plano de ocupação das instalações esportivas apenas com japoneses. Já é certo que não haverá eventos com capacidade máxima.