Doze dos clubes mais ricos do mundo se uniram para criar a Superliga
Doze dos clubes mais ricos do mundo se uniram para criar a SuperligaAFP
Por O Dia
Anunciada no domingo, a Superliga da Europa não teve vida longa. Após grande repercussão negativa e muitos protestos de torcedores, clubes, jogadores, Fifa, Uefa e ex-jogadores, a forte pressão contra a criação do torneio de elite surtiu efeito. O Manchester City foi o primeiro a oficializar a saída da Superliga, em curto comunicado na tarde desta terça-feira (20).
E não será o único. A imprensa inglesa também afirma que o Chelsea seguirá pelo mesmo caminho. Na Espanha, os jornais e sites informam que o Atlético de Madrid deve sair e o Barcelona pretende colocar em votação entre os sócios a decisão.
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Os efeitos da crise também respingam nos dirigentes. O diretor executivo do Manchester United, Ed Woodward, anunciou que deixará o cargo no fim do ano. O motivo, segundo os jornalistas do país, é a má repercussão da criação da Superliga.
No Liverpool, o capitão Jordan Henderson se reuniu com companheiros e divulgou um comunicado contrário à criação da Superliga: "Nós não gostamos e não queremos que aconteça. Essa é a nossa posição coletiva. Nosso compromisso com este clube e seus torcedores é absoluto e incondicional".
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Craque do City, Kevin De Bruyne foi outro que criticou o novo torneio: "A palavra mais importante nisso tudo é competir (...) Nós sabemos que este é um grande negócio e eu sei que faço parte dele. Mas ainda sou um garotinho que adora jogar futebol".
A Superliga
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Anunciada no domingo, a nova competição foi criada com o objetivo de rivalizar com a Champions League e gerar mais dinheiro. Para o primeiro ano, seriam distribuídos cerca de 3,5 milhões de euros, arrecadados através de um empréstimo junto a uma instituição financeira. O presidente do Real Madrid, Florentino Perez, é o principal idealizador.
Os 12 membros fundadores da Superliga foram: os ingleses Manchester City, Liverpool, Chelsea, Tottenham e Arsenal, os espanhóis Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid e os italianos Juventus, Milan e Inter de Milão. A ideia era chegar a 15, mas Bayern de Munique, Borussia Dortmund, PSG e Porto se negaram a participar. E criticaram a criação.
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A Superliga da Europa seria disputada com 20 equipes: cinco seriam convidadas anualmente e os 15 membros fundadores participariam sempre. Seriam dois grupos de 10, com os três primeiros se classificando diretamente para o mata-mata e os quartos e quintos disputariam mais duas vagas.
A Uefa foi contrária e ameaçou banir os clubes das ligas nacionais, que apoiaram a medida. Os clubes da Superliga chegaram a conseguir na justiça espanhola uma decisão contrária ao banimento. Já o governo inglês buscou alternativas para impedir o que considerou monopólio.