Por edsel.britto
Publicado 27/12/2015 20:52 | Atualizado 27/12/2015 20:54

Rio - Mudar de opinião é uma virtude dos inteligentes — ainda mais quando se tem milhões de reais envolvidos. E Fabrício Werdum deu o braço a torcer para a revanche contra Cain Velasquez. Se outrora ele torcia o nariz, agora a recebe com animação — e bolsos cheios. Afinal, além de esporte, é um negócio. Campeão dos pesos-pesados do UFC, o brasileiro coloca seu cinturão em disputa contra o americano, dia 6 de fevereiro, em Las Vegas (EUA), e não crê numa mudança drástica de estilo do rival. Político, Werdum ainda cobrou nova chance para José Aldo, a mesma que foi dada a Velasquez.

“Financeiramente, o UFC trata bem os seus atletas e estou satisfeito. Muitos fãs acharam que não deveria ter revanche, pela forma com que o finalizei da última vez. Mas foi uma luta muito rápida, como a do Aldo, por exemplo. Se um teve o direito, o outro tem que ter. O Aldo não teve tempo de mostrar nada contra o McGregor. Nesses casos e quando o campeão perde por decisão apertada ou dividida, tem que dar a revanche”, frisa Werdum, em entrevista por telefone.

O campeão afia o jogo para a disputa do UFC 196%2C no dia 6 de fevereiro%2C em Las VegasDivulgação

Apesar de ser visto como uma criança grande pelos amigos, Werdum, aos 38 anos, tem posições definidas quanto a alguns assuntos e mantém a análise de que Velasquez é o cara mais duro que ele já enfrentou, mas não tem tantas novidades para incluir em seu jogo. Se o americano se diz motivado como nunca, o brasileiro arma a ratoeira para a sua primeira defesa de cinturão — ele era campeão interino até derrotar Cain em junho e unificar a divisão dos pesados.

“Ele vai fazer o jogo de sempre: vai tentar me colocar para baixo e evitar um pouco o chão. Mas não acho que vai evitar muito, vai se arriscar também”, analisa, completando: “Se o Velasquez está motivado será bom. Ele estava da última vez e tenho boas recordações.”

Brasileiro queria luta em casa

Gaúcho de Porto Alegre, Fabrício Werdum esperneou para que a luta contra Cain Velasquez ocorresse em sua cidade natal. O UFC até buscou alternativas, mas nenhuma atendeu às necessidades do evento. Sonho adiado para o campeão dos pesados.

“Já falei, pedi, tentei levar para o Sul e não consegui. É com tristeza que digo que ficou inviável. Lá não tem um espaço como a Arena da Barra. Teria que fechar o teto da Arena Grêmio e a capacidade do Gigantinho é só para cinco mil pessoas. Uma pena”, diz.

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