Por pedro.logato

Rio - Nada de comemorar ou lamentar um resultado antes do apito final do árbitro. O Brasileiro desse ano tem ensinado aos torcedores que vale a pena esperar até o fim do jogo para ir embora, não importa o placar. Os gols nos acréscimos viraram uma constante e têm sido a alegria de uns e o pesadelo de outros. Que o digam os torcedores de Botafogo e Portuguesa, que mais sofreram com os minutos finais.

Botafogo cedeu empate no fim da partida contra o InternacionalAndré Luiz Mello / Agência O Dia

O Botafogo poderia estar a sete pontos do segundo colocado, o Cruzeiro, se tivesse tomado mais cuidados nos acréscimos. Em três jogos, o time alvinegro vencia, mas saiu de campo com
o gosto amargo de sofrer o empate no fim, como aconteceu contra o Inter, no Maracanã. Isso representou seis pontos a menos e uma liderança menos folgada.

Somente a Portuguesa perdeu mais pontos (sete), o que a deixa na zona de rebaixamento. O mais impressionante é que em cinco partidas a Lusa deixou escapar o empate, ou até mesmo a vitória, por não aguentar a pressão nos acréscimos.

Mesmo sendo “o rei das entregadas”, o clube paulista conseguiu pelo uma vez inverter a situação. E em grande estilo. Sobrou para o Flamengo, que viu a vitória escapar com o gol do goleiro Lauro. O Rubro-Negro ainda bobeou contra o Inter, no Sul, e perdeu com um gol de Juan.

Ao todo foram 18 jogos com gol nos acréscimos , sendo que cinco não mudaram o resultado. Depois da Portuguesa, os duelos do Atlético-MG foram os que mais tiveram gols nos minutos adicionais (cinco), só que a maioria com o vencedor já definido.

Quem mais se deu bem foram Atlético-PR e Coritiba, que conquistaram quatro pontos a mais por não desistirem. O Coxa buscou uma vitória e dois empates, enquanto o Furacão venceu duas vezes nos acréscimos.

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