Rio - Ainda sem prazo para receber os salários, os jogadores do Botafogo voltaram a fazer protesto, na segunda, antes do treino. Eles se reuniram dentro de um dos gols no campo anexo do Engenhão e se abraçaram para simbolizar a união do grupo. Mesmo com a crise financeira e a relação com a diretoria estremecida, o discurso é de total entrega no jogo de amanhã, contra a Unión Española, no Maracanã, no qual a vitória garantirá o time na segunda fase da Libertadores.
“A questão dos salários é muito ruim, mas não influencia em nada dentro de campo. Fora dele, conversamos, mas dentro vamos dar nosso melhor. Se precisar, suaremos sangue para conquistar a classificação o quanto antes. Queremos jogar fora de casa de forma mais tranquila”, disse Henrique, substituto de ‘El Tanque’ Ferreyra, suspenso, no duelo contra os chilenos.
As manifestações diárias têm sido feitas no campo para que a imprensa possa acompanhá-las. Entretanto, os atletas evitam falar sobre o assunto. Uma contradição, no mínimo, curiosa. E nesta terça deve ter mais, na atividade da manhã.
Bolatti, outro que ganhará chance como titular, no lugar de Gabriel, contou que o grupo fez um pacto para apenas conversar internamente sobre a situação. A intenção é evitar que o foco seja tirado da partida contra a Unión Española.
“O grupo decidiu que não falaríamos sobre isso, estamos fechados e unidos. Vai chegar o momento em que alguém será indicado para falar. É uma decisão que temos que . Somos profissionais e só pensamos no jogo de quarta-feira (amanhã)”, afirmou o volante argentino.
O desejo dos jogadores é já conseguir a classificação para as oitavas de final da Libertadores para poder cobrar o pagamento dos salários com mais veemência após o jogo.






