Maurício Assumpção se defende das acusações

Presidente vê razão de Sheik em reclamar, mas diz que não veste a carapuça de incompetente

Por pedro.logato


Rio - Maurício Assumpção sabe que é a principal vidraça do Botafogo e que, numa crise financeira como a atual, é inevitável o seu apedrejamento, mas tenta se defender. Baseado num discurso de conquistas dentro de campo, o presidente não considera sua gestão ruim e ainda acredita numa melhora de panorama antes de passar o cargo em dezembro.

Mauricio Assumpção vive momento de crise no BotafogoAndré Luiz Mello / Agência O Dia

“Independentemente de qualquer história, a responsabilidade é minha. Dentro de qual contexto? Aí podemos discutir. Quando vemos o Sheik dar declaração de que há incompetência na diretoria, não visto a carapuça. Uma diretoria que ganhou dois Cariocas, classificou à Libertadores após 18 anos, fez uma reestruturação na base que é referência, será que é tão incompetente?”, retrucou Maurício durante participação em um programa do canal de TV ‘ESPN Brasil’.

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Com relação à participação da empresa de sua família no acordo com a Viton 44, o presidente lava as mãos. Para ele, o vínculo está livre de qualquer suspeita, porque, na época em que foi assinado, passou pela análise do Conselho Deliberativo e do setor Jurídico do Botafogo. Maurício também considera justo o repasse de 5% do valor do contrato, tendo em vista que a Romar foi a grande responsável por atrair o patrocinador.

Para mostrar transparência, Assumpção ainda acusou o ex-vice de marketing, Marcelo Guimarães, que pretende encabeçar uma chapa de oposição nas eleições, de oferecer-se para ser um ‘laranja’ na transação.

“Todo mundo sabia que a empresa era do meu pai. Decidi fazer e sabia todas as implicações e consequências, dos questionamentos. Precisava definir como eu ia me sentir com essas cobranças. É como me sinto hoje, tranquilo, porque saio do Botafogo da mesma forma que entrei, com uma casa de campo, um apartamento que alugo, um carro e meu consultório odontológico”, afirmou o presidente.

Mancini revela falta de diálogo com a diretoria

Depois que Emerson Sheik disparou contra a diretoria, o grupo e o técnico Vagner Mancini se sentiram mais à vontade para também opinar com mais veemência sobre o atraso de salários. Para o comandante alvinegro, o não cumprimento dos prazos combinados foi o principal motivo de revolta entre os jogadores.

“O desgaste já é tão grande que não há mais data. Perdemos um diretor por isso tudo (Sidnei Loureiro). No meio de um fuzilamento e turbilhão, entrou o Gottardo e também está tentando fazer o melhor. Esse desgaste acabou distanciando diretoria e jogadores. O melhor seria se sentássemos e conversássemos”, afirmou em entrevista ao ‘Sportv’.

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