Assumpção promete ação contra a Prefeitura por interdição do Engenhão

Presidente do Botafogo afirma que fechamento do estádio trouxe muitos problemas financeiros para o clube carioca

Por pedro.logato

Rio - O presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, resolveu falar sobre a crise financeira que vem causando graves problemas dentro e fora de campo para o Botafogo em 2014. Em entrevista à TV Globo, o mandatário utilizou a interdição do Engenhão, em 2013, como o principal motivo para a falta de verba do Glorioso nesta temporada. O dirigente, que é filiado ao PMDB, mesmo partido do prefeito Eduardo Paes, promete entrar com uma ação na Justiça contra a Prefeitura do Rio de Janeiro.

Mauricio Assumpção é companheiro de partido de Eduardo PaesAndré Luiz Mello / Agência O Dia

""Não tinha dinheiro para pagar por essa situação. Não só o escritório terceirizado, mas também a avaliação de quanto o Botafogo efetivamente poderia cobrar. Com esse equipamento, conseguimos fazer em 2012 R$ 9 milhões de lucro com eventos, jogos, venda de camarote, tudo que envolvia o estádio.No ano seguinte perdemos isso e em 2014 também não temos estádio. Então obviamente o caixa sofre um impacto violento", afirmou. Segundo o presidente, o Botafogo deixa de receber aproximadamente R$ 20 milhões por ano com o Engenhão interditado.

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A receita que o Glorioso deixa de ter sem o estádio é cerca de um terço do aumento da dívida líquida do último ano. O balanço financeiro divulgado em maio informa que o endividamento líquido subiu cerca de R$ 60 milhões em 2013, equivalente a 9,4%, para acumular em quase R$ 700 milhões.

"Ninguém consegue trabalhar, sobreviver com 100% de penhora", disse. Em campo, o Botafogo trava uma briga duríssima contra a zona de rebaixamento. No momento, o Alvinegro está entre os quatro últimos.

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