Paulo Autuori  - Vitor Silva / Botafogo
Paulo Autuori Vitor Silva / Botafogo
Por Lance
Paraná - O Botafogo parecia ter a vitória na mão, mas o Athletico conquistou o empate nos minutos finais. As duas equipes empataram em 1 a 1 nesta quarta-feira, na Arena da Baixada, pelo Campeonato Brasileiro. Após a partida, Paulo Autuori, treinador do Alvinegro, afirmou que volta ao Rio de Janeiro com um sentimento de tristeza, mas que a moral do elenco fica elevada.
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"Deixamos a Arena da Baixada tristes, mas com a moral em cima para o jogo contra o Vasco. Não aceito outra coisa a não ser essa. A equipe tem feito coisas extremamente interessantes e se não sair com a vitória não tem que jogar para terceiros e sim assumir onde está errando. Fizemos um jogo em um campo muito difícil e crescemos na segunda etapa. Novamente sofremos um gol quando as coisas deveriam estar definidas", afirmou.

Para Autuori, o Botafogo deixou de ganhar seis pontos no Brasileirão por levar gols nos minutos finais das partidas - nos duelos diante Flamengo, Corinthians e, agora, Athletico. Apesar de tentar entender o que acontece com a equipe nos minutos finais, o treinador afirma que é complicado conquistar um resultado positivo ante o Alvinegro.
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"Com muita tranquilidade, ganhar do Botafogo hoje é muito difícil. Mas nós mesmos temos que entender que não temos ganhado jogos. São seis pontos perdidos contra Flamengo, Corinthians e Athletico fazendo jogos competitivos, aquilo que eu sempre falei. Hoje nós estaríamos em uma situação na tabela que ninguém esperasse. Mas o que é do homem o bicho não come. Temos que manter a tranquilidade, a melhor resposta que teremos é a capacidade de pensar sobre aquilo que acontece. E nada acontece por acaso", analisou.

Paulo Autuori afirmou que a avaliação sobre os erros envolvendo os lances perigosos do Athletico é feita de forma interna e que não concorda em apontar nomes publicamente. Por outro lado, o comandante afirmou que as vitórias começarão a aparecer se a equipe mantiver o mesmo nível de atuação.

"Não sou homem para falar em falhas individuais. É assunto interno. Não gosto de treinadores que chega depois de jogos e fala de erros individuais. Estamos sujeito a erros, isso tem que respeitando três coisas: o local, o momento e as pessoas. O momento nunca é público. A interna sou eu que faço, de forma discreta. Os erros de terceiros eles são para ser analisados por aqueles que são responsáveis. O que eu exijo dos jogadores é muita moral para jogar o clássico. Não tem como a gente repetir os jogos que estamos fazendo e não ganhar", completou.