Por fabio.klotz

São Paulo - Em um jogo marcado pela ofensividade, o São Paulo derrotou o Palmeiras por 1 a 0, neste domingo, no Estádio do Morumbi, na capital paulista, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, e acabou com o jejum de não vencer clássicos. No total, foram 10 partidas sem um resultado positivo contra os maiores rivais e manteve a marca de não perder para o time alviverde em casa. A última vez foi em 2002.

Ganso fez o gol da vitória do São Paulo sobre o PalmeirasDivulgação

Os destaques da partida foram Paulo Henrique Ganso, autor de uma belo cabeceio para garantir a vitória, e também Fernando Prass. Apesar da derrota, o goleiro palmeirense fez pelo menos três grandes defesas e evitou que o placar fosse maior.

Com o intuito de surpreender o rival, o técnico Cuca armou uma escalação bastante ofensiva, com o time no 4-3-3, mas com quatro atacantes. Em vez de colocar Moisés, como esperado, ele escalou Dudu para a criação. Na lateral esquerda, Zé Roberto foi o escolhido para substituir o machucado Egídio.

Cuca decidiu correr o risco. Ganhou em ofensividade e perdeu na marcação e criação. No início do jogo, parecia ter sido uma aposta certeira. Mesmo com dificuldades, o Palmeiras tinha a bola no pé e chegava com velocidade ao ataque. Dudu, centralizado, ditava o ritmo da equipe, que se aproveitava dos espaços deixados por Matheus Reis e Bruno para explorar as laterais.

Aos 3 minutos, quase abriu o placar. Zé Roberto cruzou na área e Alecsandro cabeceou sozinho. Denis soltou a bola, mas antes de dar rebote ficou com ela. O São Paulo precisou de pouco tempo para perceber que teria muito espaço para jogar se conseguisse segurar a bola. No meio palmeirense, Thiago Santos se desdobrava na marcação, já que Jean e Tchê Tchê, que trocavam de posição entre lateral e a meia, não conseguiam ajudá-lo.

Até que aos 10 minutos o time da casa conseguiu encaixar uma boa jogada. Thiago Mendes deu início a um contra-ataque, no campo de defesa. Sem marcação, correu metade do gramado, tabelou com Kelvin e a bola ficou com Bruno, que cruzou na área, Thiago Martins errou o tempo da bola e Paulo Henrique Ganso apareceu de surpresa na área para cabecear e abrir o placar.

O gol não mudou o panorama do jogo. O Palmeiras passou a jogar mais centralizado, com Dudu, mas não conseguia encaixar um bom ataque. Alecsandro, que seria a referência na área, praticamente não tocava na bola. Maicon não desgrudou do palmeirense. Cuca percebeu o erro na escalação e antes mesmo do fim do primeiro tempo já começou a conversar com Rafael Marques e Moisés, que entraram na segunda etapa, nos lugares, respectivamente, de Róger Guedes e Thiago Santos.

As mudanças fizeram o jogo ganhar em dinamismo. O Palmeiras não conseguiu resolver o problema da marcação, mas ganhou em criação. Jean ficou mais recuado, Moisés jogou como segundo volante, com liberdade para chegar à frente, enquanto que Rafael Marques ficou centralizado no ataque, Gabriel Jesus mudou do lado esquerdo para o direito e Dudu foi para a esquerda.

Os visitantes tiveram duas boas chances de empatar. Aos 9 minutos, Rafael Marques arriscou de fora da área e Denis defendeu. Aos 18, Moisés também arriscou de longe, o goleiro rebateu e Alecsandro quase pegou o rebote.

Mas a liberdade para o São Paulo jogar continuou e o Palmeiras precisou contar com a estrela de Fernando Prass para evitar o segundo gol. Em dois minutos, foram três grandes defesas - cabeceada de Centurión, chute de fora da área de Thiago Mendes e outra tentativa de cabeceio, desta vez de Maicon. Em todas, o palmeirense evitou o gol.

A sequência parece ter assustado o Palmeiras, que se retraiu e parecia mais com receio de levar o segundo gol do que disposição para atacar. Tanto que Fernando Prass precisou fazer mais uma grande defesa aos 32 minutos, quando Kelvin dominou livre na área, encheu o pé e o palmeirense novamente fez a defesa.

Os minutos finais foram de um Palmeiras desorganizado e sem conseguir chegar ao ataque contra o São Paulo que, mesmo com a vantagem, se manteve na frente e parecia que era quem estava perdendo. No fim, a vitória por 1 a 0 acabou até de bom tamanho para os palmeirenses.

Por Daniel Batista

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