Goleador do Carioca, Rodrigo Pinho tem DNA de artilheiro

Habilidade e faro apurado foram herdados do pai Nando, que jogou no Flamengo em 1989 e fez 17 gols pelo clube

Por fabio.klotz

Rio - O sorriso discreto, os olhos claros e a paixão por futebol não foram as únicas coisas que Rodrigo Pinho, artilheiro do Campeonato Carioca, com nove gols, herdou do pai. O atacante do Madureira tem no DNA a habilidade com a bola e o apurado faro de gols. Ex-atacante de Flamengo, Hamburgo (ALE) e Internacional, Nando - pai de Rodrigo - garante que o filho está seguindo os seus passos e enchendo o seu coração de orgulho.

Nando e Rodrigo Pinho%3A pai se orgulha do filho artilheiro do CariocaAndré Luiz Mello

“Para um pai, sempre é maravilhoso ver o filho nessa boa caminhada, fazendo ótimos jogos, a equipe lá em cima e, como consequência, sendo artilheiro. Qualquer pai se sentiria orgulhoso”, disse Nando.

Nando na época em que defendeu o Flamengo%3A ele fez 17 golsArquivo

Formado no Bangu - assim como o filho -, Nando teve rápida, mas marcante passagem pelo Flamengo. Em 1989, ficou seis meses na Gávea e marcou 17 gols. Feito que o fez trocar o time de Zico pelo Hamburgo, clube que defendia quando Rodrigo nasceu.

“Ele sempre foi forte, começou a andar rápido e, em casa de jogador, sempre tem uma bola. A gente conversava muito sobre futebol. Nunca o forcei a ser jogador, queria que estudasse. Mas hoje fico feliz por se destacar”, afirmou.

Rodrigo Pinho conta que no início da carreira sofreu com as cobranças do pai artilheiro. O atacante agradece, mas lembra a mania curiosa de como Nando lhe ensinava a se comportar na área.

“Hoje é na base da conversa, mas no início era complicado, ele brigava bastante. Muita gente não acredita, mas tem um DVD dos jogos dele na Alemanha que eu, nos juniores, era obrigado a ver para me inspirar. Mas o cara era bola, sim”, elogia Pinho.

Nando, por sua vez, se defende: “Pai sempre quer o melhor e cobra. Hoje ele é artilheiro, mas tem gol dele que eu fazia de olhos fechados, dava um tapa e ia para o abraço. Brincadeira! Ele tem méritos, é um bom atleta e estou muito feliz por estar vivendo este momento na vida”, finalizou o pai, a cada bola na rede mais coruja.

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