Por pedro.logato

Rio - Adversária do Brasil na estreia na Copa, a Croácia pode se sentir em casa no Itaquerão. Segundo a Federação Croata de Futebol (HNS), poucos torcedores residentes no país pediram ingresso, mas milhares deles, que moram na Argentina, Austrália e EUA, já teriam adquirido bilhetes. A Fifa reserva, no mínimo, a cada país (à exceção dos anfitriões) 8% da carga de cada jogo. Mas, como a maioria dos croatas que vão acompanhar sua seleção vive longe da terra natal, esse número deve aumentar.

Para se ter uma ideia, a comunidade croata na Argentina é de 350 mil pessoas. Número ínfimo se comparado aos das colônias na Austrália e EUA, que chegam aos milhões. “Para quem vive na América do Sul, será uma Copa cara. Então, esperamos uma invasão de nossos torcedores que moram na Austrália e América do Norte”, afirma Niksa Martinac, diretor da HNS.

Croácia vai enfrentar o Brasil na primeira fase da CopaEfe

RÚSSIA CONFIRMADA

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, negou ontem os rumores sobre a possibilidade de a Rússia perder o direito de sediar a Copa de 2018 por causa da crise política com a Ucrânia. “A Copa, em votação, foi concedida à Rússia. Vamos seguir adiante com nosso trabalho”, disse. Ontem, a Rússia anexou oficialmente ao seu território a região da Crimeia, que pertencia à Ucrânia.

MUDANÇAS NO AR

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou ontem que o plano de segurança para a Copa inclui o fechamento do espaço aéreo das 12 cidades sede durante os 64 jogos do Mundial, entre 11 de junho 13 de julho. A medida obrigará às companhias aéreas a cancelar ou reprogramar cerca de 800 voos, cujas passagens já tinham sido vendidas em quase 10%.

VERMELHA É A COR DA CATIMBA

“Yo soy capitán! Llame un interprete!”. A alegação de Antonio Rattín, camisa 10 da Argentina, poderia soar como uma boa e velha catimba portenha. Mas naquela tarde do dia 23 de julho de 1966, mal sabia ele que entraria para a história do futebol como a inspiração para a criação do cartão vermelho (e amarelo também).

Aos 35 minutos do primeiro tempo das quartas de final contra a Inglaterra, Rattín se dirigiu ao árbitro alemão Rudolf Kreitlein para reclamar de uma falta. Foi expulso gestualmente, como era feito à época. Rattín se recusou sair de campo, já que só falava espanhol e queria um intérprete, pois Kreitlein só falava alemão e poucas palavras em inglês.

Rattín foi retirado depois de quase 15 minutos de interrupção, carregado pelo braço por Ken Aston, chefe da comissão de arbitragem daquela Copa. Para piorar a situação, o argentino, ao passar por uma bandeirinha de escanteio, amassou desprezivelmente a bandeira da Grã-Bretanha e enfureceu os torcedores em Wembley. Sem seu craque, a Argentina perdeu por 1 a 0.

Dois anos depois, o próprio Ken Aston sugeriu a criação dos cartões, que passaram a ser usados em 1970. O primeiro cartão amarelo da história das Copas foi dado ao soviético Lovchev, no empate em 0 a 0 com o México.

Coluna de Alysson Cardinali e Flávio Almeida

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