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Luiz Gustavo, discreto, mas eficiente

Mesmo reservado, volante sabe se impor e brilhar pelo Brasil

Por fabio.klotz

Rio - Apesar da voz imponente, ele não é de falar. Tem um chute forte, mas não é de ir ao ataque. É titular absoluto da seleção brasileira, mas sua conta oficial no Facebook tem 128 mil seguidores, enquanto Neymar tem mais de 23 milhões. Luiz Gustavo está longe de ser um dos mais assediados da seleção brasileira por torcedores e imprensa, mas a cada dia que passa é mais clara a importância que tem na equipe de Luiz Felipe Scolari.

Luiz Gustavo é homem de confiança de FelipãoDivulgação

O volante adotou para a Copa do Mundo o visual com bigode e cavanhaque. Pai de Max, que ainda não completou um ano, o volante não faz questão de fazer cara de bons amigos aos adversários e não tem o menor problema de parar o jogo. Na bola ou com faltas. Faz parte da função.

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A combativa posição em campo faz com que Luiz Gustavo deixe algumas vítimas pelo caminho. Christoph Moritz, do Mainz, foi uma delas. Em fevereiro, uma solada do brasileiro fez com que o alemão tivesse que receber 13 pontos na cabeça. Ele pediu desculpas por uma rede social: “Desculpe-me, Christoph, fui infeliz e não intencional. Eu espero que você possa ajudar sua equipe novamente em breve! Fique bom logo.”

A posição do jogador do Wolfsburg em campo varia na seleção brasileira. Na maior parte do tempo é o primeiro volante que dá suporte aos zagueiros. Algumas vezes entra na defesa e forma uma linha de três zagueiros com David Luiz e Thiago Silva, que sobem ao ataque, diferentemente do camisa 17.

“O Luiz Gustavo teve um posicionamento de ‘volante-volante’, como foi preciso, com força e determinação na marcação. Não demos o contra-ataque ao adversário, que tinha condição de fazer um, dois gols”, analisou Felipão após os 4 a 0 sobre o Panamá.

As dificuldades da função não são problema para quem teve de largar Pindamonhangaba, em São Paulo, ao passar em teste no CRB. Dali, rodou em seis times alagoanos até ir para o Hoffenheim. Falar alemão não seria problema para quem sonhava jogar por grandes clubes e ter sucesso. Não foi. Guga, como é chamado pela família, está no país há sete anos (ainda atuou no Bayern de Munique).

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