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Forte aparato para proteger delegação americana provoca o caos em SP

Trânsito paulista ficou ainda mais complicado

Por pedro.logato


São Paulo - o trânsito parou nesta terça-feira, exatamente às 9h33, na Alameda Santos, rua paralela à agitada avenida Paulista, em São Paulo. Mas, ao contrário do que ocorre todos os dias, a razão do congestionamento não foi o excesso de carros. Ele foi causado pela seleção dos Estados Unidos — certamente a equipe que dispõe do maior aparato de segurança entre as 32 que disputam a Copa do Mundo no Brasil.

O ônibus que transporta os jogadores em seus deslocamentos entre o hotel e o Centro de Treinamento do São Paulo, na Barra Funda, a menos de 10 quilômetros dali, é escoltado por uma coluna de motos da Rocam, tropa de elite da PM paulista, uma viatura da Polícia Federal, outra da mesma Rocam e mais motocicletas na retaguarda.

Chegada dos jogadores da seleção dos Estados Unidos%2C a delegação americana fica hospedada no hotel Tivolli%2C em São PauloMurillo Constantino / Agência O Dia

Há, também, uma van, na qual viajam os agentes de segurança do governo dos Estados Unidos. Todos à paisana, fazem o possível para não chamar a atenção. Os arredores do hotel também são vigiados por seguranças norte-americanos. Com cara de poucos amigos, eles são orientados a não dar informações sobre os passos e rumos da delegação comandada pelo técnico Jurgen Klinsmann.

A informação de que seriam homens do FBI ou do Serviço Secreto não foi confirmada pela Secretaria Nacional de Grandes Eventos (Sesge), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e articulador do esquema de segurança da Copa. No hotel, os americanos ocupam dois andares com acesso restrito aos integrantes da delegação. Ninguém de fora tem permissão para acessá-los.

Até os jornalistas entram no pente-fino

O esquema de segurança da seleção dos EUA não se limita aos deslocamentos para o CT e os cuidados no hotel onde os jogadores estão hospedados. Nem os jornalistas que cobrem o time escapam das garras do staff da delegação norte-americana

Ao chegar ao CT do São Paulo, local dos treinos da equipe em São Paulo, cada profissional de imprensa precisa abrir as malas e mostrar pertences pessoais para revista. Além disso, quem não chega no horário estipulado pela assessoria de imprensa não tem acesso às atividades.
No hotel, a imprensa não é bem-vinda. A orientação é que fique da portaria para fora do Tivoli Mofarrej. Dentro do local, os jogadores não se misturam com os hóspedes. O time está em dois andares isolados do complexo.

Quando saem para os treinos, o fazem por um acesso na lateral do hotel. Assim não passam pelo hall e escapam do assédio de torcedores e imprensa. Mas hoje a situação vai mudar. O treino aberto para o público, exigência da Fifa, acontecerá de manhã, no CT são-paulino.

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