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A missão de trazer a taça agora é de Neymar

Com Romário e Ronaldo como referências, craque estreia no centro das atenções

Por pedro.logato

São Paulo - Na última vez em que o Brasil foi campeão mundial, Neymar era apenas um torcedor de 10 anos que também entrou na onda de copiar o corte estilo Cascão de Ronaldo, camisa 9 e artilheiro na campanha do pentacampeonato. Depois de adotar muitos estilos de cabelo, entre eles o famoso moicano, o menino cresceu e hoje, aos 22 anos, chega a uma Copa do Mundo em casa com o número 10 às costas e todos os olhares voltados para ele.

Rivaldo, justamente em 2002, foi o último camisa 10 do Brasil a marcar um gol em Mundiais. Neymar, é claro, quer quebrar esse jejum e, de preferência, de forma bem tranquila. “Espero que seja o mais fácil possível. Espero que seja aquela bola que sobra, sem goleiro”, planejou, bem-humorado. Do pentacampeonato mundial, Neymar tirou uma de suas duas grandes referências em Copas do Mundo.

Neymar tem responsabilidade de conduzir o Brasil ao hexaDivulgação

“Romário e Ronaldo são os dois personagens, os dois craques. Falando de Copa, são eles que eu lembro. Tive a chance de ver e acompanhar todos os jogos de 2002. Eu me inspiro nesses jogadores e em outros também. Gosto do Messi, do Cristiano Ronaldo. São craques, ídolos, e espero trilhar também um caminho de sucesso com a minha equipe”, afirmou o atacante, avisando que a primeira camisa que usará na Copa será um presente para sua mãe, Nadine.

A admiração pelos astros dos gramados, no entanto, não faz com que Neymar pense num brilho individual. Entre faturar o hexacampeonato em casa, ou ser o melhor do Mundial, o atacante não pensou duas vezes: “É fácil responder. Não quero ser o melhor jogador da Copa, o artilheiro. Só quero o título. É o que eu sempre sonhei. O que mais quero é ser campeão”.

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Para isso, Neymar se espelha em quem está ao seu lado todos os dias na Seleção: o técnico Luiz Felipe Scolari, o comandante do penta. “É uma honra estar todo dia ao lado do Felipão. Desde pequeno acompanho seus trabalhos. Palmeiras, Seleção... Sempre o vi como um vencedor. Tirei as coisas boas que ele sempre falava e fazia. Levo comigo até hoje. Tento sugar da melhor maneira as experiências que ele nos passa. Espero puxar o lado vencedor dele.”

A partir de hoje, é a hora de Neymar brilhar e virar a referência em Copas para as novas gerações, assim como Romário e Ronaldo foram para ele um dia.

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