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Romário põe fé no hexa da Seleção para aliviar abusos do padrão Fifa no Mundial

Campeão do Mundo em 1994, Baixinho vê união da delegação como um dos maiores trunfos do Brasil nesta Copa do Mundo: 'Ambiente harmônico no determinado grupo que o Felipão fez'

Por rafael.arantes

Rio - Torcida de um Baixinho, mas com valor gigante. A Copa do Mundo vai começar e, para brindar a seleção brasileira, uma lenda do futebol também cravou a confiança no grito de hexacampeão. Antes de a bola rolar para estreia do Brasil contra a Croácia, às 17h desta quinta-feira, na Arena Corinthians, Romário não esquece os 'abusos do padrão Fifa', mas vê o título como uma forma de amenizar os problemas da organização do Mundial. Esperança e fé movem o lado torcedor do craque que, ao aprovar o trabalho de Felipão, aposta no cenário perfeito para o sonho virar realidade: nos braços da torcida.

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Romário põe fé no título da Seleção para amenizar os abusos do padrão Fifa%3A 'Aliviar o sofrimento do povo'Divulgação

"Eu acho que a Seleção tem que tentar dar essa felicidade dentro de campo, esse pouquinho de alegria ao povo. Fora de campo a população tem sofrido muito, principalmente com esses gastos absurdos e esse padrão Fifa que já passou dos limites. O Brasil já perdeu fora de campo,e de goleada, mas a esperança, pelo menos minha como brasileiro, é de conquistar esse título inédito. Estou muito esperançoso, tenho bastante fé que o time possa conseguir esse título. A Seleção tem uma forma de jogar bastante harmônica, acredito que isso será um ponto positivo, fora jogar na sua casa, com o calor da sua torcida, no seu ambiente. O Brasil é o candidato número 1 para ser campeão do mundo", disse.

Bola rolando sempre foi a maior especialidade de Romário e ao pensar na Copa é impossível deixar o assunto de lado. O Baixinho acredita que o Brasil é sim o maior favorito para ficar com o taça, mas não fecha os olhos para quatro outras grandes forças do Mundial. Alemanha, Argentina, Itália e Espanha ligam o alerta do craque, mas o histórico recente da Seleção o deixa tranquilo pelo sonho de ver a taça permanecendo no país.

"Para mim são as quatro seleções que ameaçariam o Brasil se o grupo não conseguir fazer uma boa competição. Mas, se a Seleção fizer o mesmo jogo que fez nos dois últimos jogos da Copa das Confederações, mesmo esses times jogando bem, deverá ser campeã do mundo. A aposta é essa: o Brasil jogar da forma que jogou os últimos jogos e continuar com esse espírito determinado que o Felipão conseguiu fazer", analisou.

Cena marcante: Taça do tetra nas mãos do craqueArquivo / Agência O Dia

Voltar a disputar uma Copa nos braços da torcida é mais um dos pontos que somam a favor da seleção brasileira. Após ver o título escapar no Mundial de 1950, o Maracanã será novamente palco de uma final de Copa do Mundo. O estigma do "fantasma de 50" já é passado e a confiança pelo hexa em casa é a maior possível.

"Houve um avanço muito grande da Seleção na Copa das Confederações no ano passado, quando fomos campeões, e merecidamente. Agora acredito muito na conquista desse título em casa, já que teve a oportunidade em 1950 e não conseguiu. Agora será uma nova chance: com outra mentalidade, com outros jogadores, outro modelo de futebol", comentou.

Mesmo longe dos gramados, Romário não esquece uma das cenas que mais marcou a carreira no futebol. Levantar a taça de campeão do mundo ao lado do capitão Dunga é figurinha certa nos melhores momentos da vida do craque, que espera ver na equipe de Felipão os mesmos fatores que levaram o grupo do tetra ao sucesso.

"O final da Copa de 1994 é um momento inesquecível pra mim. Sorte, determinação, fé e superação. Estes elementos fazem o grupo campeão", finalizou.

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