Por rafael.arantes

Rio - O tradicional encontra o moderno no Maracanã. Do Balé Bolshoi à secular Dança Cossaca, os russos são eruditos e meticulosos. Aplicados ao extremo. Opostos aos belgas, criadores do dance ‘Jumpstyle’: estilo semelhante ao jeito de atuar de uma seleção jovem que encanta o mundo com improviso e criatividade. Características distintas, mas que se confrontam às 13h deste domingo, pelo Grupo H da Copa do Mundo. Um deles pode dançar em caso de derrota.

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Jumpstyle é estilo de dança tradicional da BélgicaReprodução Internet

Com uma vitória no Mundial, a Bélgica tem no craque Eden Hazard, de 23 anos, sua referência para não perder o compasso em busca da vaga nas oitavas. O pulo perfeito inspirado no ‘Jumpstyle’, criado 1997 e que conquistou a europa a partir de 2005, com grande número de ‘movimentos base’ e alguns truques. Tudo a ver com sua seleção.

“Essa geração precisa dar um passo de cada vez. O passado já acabou e o futuro está nas nossas cabeças. Podemos ir muito longe”, afirmou o treinador Mark Wilmots. “Não não tenho uma tática fixa. Desejo sempre aproveitar a qualidade dos meus jogadores”.

A experiência dos russos, no entanto, promete dificultar as coisas. Além, é claro, da frieza de um país de poucos sorrisos e que tropeçou diante da Coreia do Sul na estreia e ficou no 1 a 1. O jogo de cintura e a valentia dos guerreiros cossacos podem ajudar na busca pela sonhada vaga. Como de praxe, atuar no Maracanã não os sensibiliza.

Rússia tem estilo de dança tradicional que já é marca registrada do paísReprodução Internet

“Parece como um estádio da Rússia, a diferença é que não tem pista de atletismo. Não senti nada de especial, de diferente ao pisar no Maracanã”, disparou o zagueiro Vasily Berezutskiy. Nessa dança, no eterno maior do mundo, ninguém quer perder o passo.

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