Neymar durante treino da seleção brasileira, em Sochi - LUCAS FIGUEIREDO / CBF
Neymar durante treino da seleção brasileira, em SochiLUCAS FIGUEIREDO / CBF
Por O Dia

Rússia - A mudança de postura de Neymar na vitória sobre a Sérvia, na última quarta-feira, se traduz em números. O camisa 10 tocou mais a bola e assim, além de sofrer menos faltas, abriu espaços que lhe permitiram aumentar seu índice de finalizações. Sinal de que o craque aprendeu a lição da pior forma: após apanhar muito em campo e da crítica. Falta transformar a evolução em mais gols, além do anotado contra a Costa Rica.

Os dados do site Footstats provam que Neymar progride dentro da competição. Assim como sua condição física, prejudicada pela operação no pé direito em março. Na última partida, Neymar deu 74 passes — 63 certos e 11 errados —, mais do que o dobro em relação à estreia diante da Suíça, quando ele tocou a bola para algum companheiro 36 vezes — 33 corretas e três equivocadas.

O atacante já havia mostrado melhora contra a Costa Rica, quando foi preciso em 44 tentativas e imperfeito em cinco — total de 49. Contra a Sérvia, Neymar sofreu três faltas. Cerca de um terço do que levou de pancada na primeira rodada, quando prendeu a bola, abusou nas firulas e nas quedas. Assim, atraiu os holofotes, a atenção dos adversários e dos árbitros negativamente. Tanto que os suíços cometeram dez infrações no atacante. Os costarriquenhos também marcaram Neymar de forma dura. O árbitro holandês Bjorn Kuipers, no entanto, evitava apitar quando o craque exagerava na encenação. A ponto de anular pênalti ao ver, pelo VAR, a atuação do jogador, que foi empurrado no lance.

No fim, quatro faltas haviam sido marcadas sobre o astro maior de Tite. Ao trocar o individualismo excessivo pelo jogo em equipe, Neymar conseguiu criar espaços para finalizar. Do primeiro para o terceiro jogo, saltou de quatro — dois certos e dois para fora — para sete chutes a gol — três com direção e quatro sem. Diante dos costarriquenhos, deu trabalho ao goleiro adversário em três oportunidades e em duas bateu além dos limites das traves.

Nos quesitos ofensivos, somente nos cruzamentos Neymar apresentou queda. Ao driblar menos, pode ter reduzido seu poder de chegar à linha de fundo. Foram oito bolas levantadas na área contra a Suíça — quatro certas e quatro erradas — e 16 diante da Costa Rica — três acertadas e 13 imprecisas. Já contra a Sérvia, ele só buscou o jogo aéreo quatro vezes. Mas, numa das duas em que caprichou, deu sua única assistência no Mundial, para o gol de Thiago Silva.

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