Rio - Olivinha guarda até hoje a lembrança de seu último jogo no Maracanãzinho pelo Flamengo. Se, em 2001, ele ficou no banco no histórico Fla-Flu em que Oscar quebrou o recorde mundial de pontos, agora o ala-pivô é um dos trunfos do Rubro-Negro no Final Four da Liga das Américas. O retorno pode ser especial, com título inédito. O primeiro desafio é nesta sexta-feira, às 21h15, contra o Aguada, do Uruguai.
"Espero que neste retorno eu seja vitorioso. Sonho em ser campeão com o Flamengo em casa", diz Olivinha. Ele recorda o histórico Fla-Flu: "Eu ficava no banco, era juvenil. Teve confusão, fui até expulso. Mas o importante é que o Flamengo venceu e o Oscar quebrou recorde. Tenho uma placa comemorativa desse jogo."
Para o ala-pivô, a Nação pode fazer a diferença na busca pela taça da Libertadores do basquete e no retorno do Flamengo ao Maracanãzinho - o último jogo do clube no ginásio foi em 2009.
“A torcida vai nos apoiar do início ao fim, é uma motivação extra. Minha característica de jogo é garra, raça e força. É isso que o torcedor gosta. Fui revelado aqui, sou cria da Gávea. O apoio da torcida aumenta demais a minha confiança. Entro mais motivado. Esta torcida gritando meu nome me enche de orgulho e é o meu combustível para dar o meu máximo pelo Flamengo", disse o ídolo rubro-negro.
Nem mesmo a pressão por ser favorito e o fato de jogar em casa abala a confiança do camisa 16.
"Pressão vivemos todos os dias. Aqui no Flamengo tudo é gigante. Seja vitória ou derrota, somos cobrados sempre. Todos nos apontam como favoritos porque jogamos em casa e estamos invictos, mas a equipe é experiente e sabe lidar com isso. É a primeira vez do Flamengo nesta fase. É a nossa chance de ser campeão, classificar para o Mundial e fazer história. É uma responsabilidade gigante, mas estamos prontos", garante.
Caminho para a vitória
Olivinha sabe que o Flamengo terá um adversário cascudo pela frente, como manda o figurino da Libertadores do basquete.
"A equipe do Aguada é experiente. Os times uruguaios são catimbeiros, jogam duramente e com defesa intensa. Será um jogo pegado, com defesa dura. Esse é o espírito, é a Libertadores do basquete. O Garcia Morales é o principal jogador deles. Tem os americanos, mas o foco é anular o Morales. A chave para a vitória é a defesa”, analisou o ala-pivô.
Outra estratégia do Flamengo é explorar o desgaste do Aguada, que atuou pelo playoff uruguaio na terça-feira: “A viagem é chata. Vamos forçar o jogo e aproveitar o cansaço deles.”
Confiança de Shamell embala o Pinheiros
Atual campeão da Liga das Américas, o Pinheiros não se abala com a missão de defender o título no Maracanãzinho. O time vai no embalo da confiança de Shamell.
"Fomos campeões fora. Por que não podemos repetir? Não faz diferença jogar longe de casa", avisa o ala norte-americano.
Nesta sexta-feira, a equipe paulista encara o Halcones Xalapa, do México, às 19h. Shamell esbanja confiança. Para ele, o caminho rumo à vitória é manter o plano de jogo que tem dado certo: "Temos de entrar em quadra na pegada e focado. Não temos de ficar preocupados com adversário. É ficar ligado no nosso jeito de jogar", analisa o craque do Pinheiros.
Acostumado a jogos importantes, Shamell não alterou a sua rotina para o Final Four da Liga das Américas. Ele confia no potencial dele e do time. Na edição passada, o americano foi o MVP da fase decisiva do torneio.
"É aproveitar o momento. Você tem apenas uma vida e precisa aproveitar ao máximo. Se ficar tão focado, às vezes não aproveita a oportunidade. Para mim, são dois anos seguidos disputando título. É uma coisa que pode escrever mais meu nome na história do basquete latino-americano e brasileiro. Na hora do jogo, tem de parar de brincadeiras e focar. Aí vamos jogar", encerra.





