Cansaço e maratona de jogos, um novo rival do Flamengo na temporada

Muricy Ramalho vê o Rubro-Negro desgastado após marotona de jogos e em desvantagem no clássico de domingo

Por edsel.britto

Rio - O Flamengo larga atrás do Fluminense, no clássico de amanhã, no Pacaembu. Para Muricy Ramalho, ter apenas treinado durante a semana faz o Tricolor começar um passo à frente. E há o risco de o time titular rubro-negro não encontrar fôlego na hora de tentar tirar a diferença. Por isso, o treinador prefere adiar a confirmação da escalação. Até porque, pela avaliação feita ontem, no Ninho do Urubu, se o jogo fosse hoje, faltaria perna a Guerrero & Cia.

“Não tenho nem ideia (de quem vai jogar). Está nesse nível. Hoje recebi números preocupantes em termos de cansaço. Vamos conversar para ver quem vai jogar”, disse Muricy, que emendou: “O que estamos fazendo não é o correto, mas faz parte. Esse cansaço não é legal. É que o grupo é muito bom e não reclama. Vamos ver se esses números (exame de sangue) melhoram amanhã.”

Aos 37 anos%2C Sheik é um dos jogadores mais velhos do elenco do Fla e tem sentido a maratona de jogosDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

De acordo com o treinador, não adianta forçar o time a manter a passada para depois não suportar o ritmo da reta final do Campeonato Carioca e da Primeira Liga. A maratona de viagens, consequência do fechamento do Maracanã, suga as energias do grupo do Flamengo.

Já não foi possível, por exemplo, manter a passada, na derrota para o Confiança-SE, na última quarta-feira. Os sergipanos jogaram com um a menos desde os 8 minutos do primeiro tempo. A volta ao Rio, de madrugada, agravou o desgaste. “Temos um respeito muito grande. O Fluminense é um bom time e tem a vantagem de ter treinado durante a semana. Isso é fundamental, se preparar bem. A parte física é muito importante. Eles têm um bom plantel e um bom treinador”, analisou Muricy.

Time recebe absolvição do treinador

Muricy Ramalho absolveu o time do Flamengo pela derrota para o Confiança-SE, por 1 a 0, na estreia da Copa do Brasil. O treinador afirmou que, pelas circunstâncias, não cabe fazer cobranças.

“No futebol, às vezes você tem que apertar, às vezes não. Tem que se perguntar por que perdeu. Os números nossos foram muito abaixo. Erros de passe... A sequência é forte, não dá para cobrar uma coisa que o jogador não está preparado. É loucura”, disse Muricy, que não se arrependeu de ter usado força máxima na última quarta-feira.

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