Presidente do Flamengo, Rodolfo Landim  - Marcelo Cortes/ Flamengo
Presidente do Flamengo, Rodolfo Landim Marcelo Cortes/ Flamengo
Por O Dia

Um dia após a entrevista coletiva do presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, advogados de quatro das 10 famílias de meninos mortos no incêndio do dia 8 no Ninho do Urubu afirmaram que ainda não houve nenhum novo contato com o clube rubro-negro. Os representantes das famílias também não descartaram a possibilidade de um novo diálogo e dois deles afirmaram que é preciso estabelecer requisitos mínimos para que haja uma conversa entre as partes.

"Desde que houve um insucesso na mediação não ficou programado nenhum outro encontro. Estamos em compasso de espera para os próximos acontecimentos. Cada família tem a sua necessidade, que tem que ser levada em conta. Mas não tem por que conversar já sabendo que há um abismo muito grande na pretensão das famílias e no que Flamengo entende como indenização. Não tem por que ficar voltando ao Rio e ficar revisitando essas dores se não for dar efetividade", afirmou Thiago d’Ivanenko, advogado das famílias de Bernardo Pisetta e Vitor Isaias.

Na quinta-feira, terminou sem acordo a primeira audiência de mediação promovida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio com os representantes das famílias dos 10 atletas que morreram e de outros três feridos no incêndio no CT do Ninho do Urubu e os advogados do Flamengo. O clube queria realizar a mediação de forma individual, com cada família, mas os parentes e representantes das vítimas discordaram e decidiram não participar da continuação da audiência, que aconteceria na sexta-feira.

Durante a entrevista coletiva de domingo, Rodolfo Landim afirmou que o Flamengo já estava sendo procurado por algumas famílias.

Claudionor Beltrão, advogado da família de Gedson Santos, o Gedinho, também afirmou que não há nenhum contato previsto. "O presidente falou que iria conversar com algumas famílias, mas, pelo menos que eu tenha conhecimento, não há previsão. Há possibilidade de diálogos e de acordo, desde que seja coerente e com dignidade. Um processo desse sempre mexe com ferida, que nunca vai ser sarada", afirmou.

Paula Wolff, advogada da família de Jorge Eduardo, também afirmou que nenhum contato com o Flamengo foi feito desde a audiência de quinta-feira no Tribunal de Justiça. "Sempre estivemos abertos ao diálogo, tanto que fomos na quinta-feira à audiência. Mas eles querem que a gente aceite os termos deles e que as famílias conversem individualmente. Queremos que sejam combinados parâmetros das conversas. São requisitos mínimos para assegurar que todas as famílias sejam tratadas com justiça", afirmou Paula Wolff.

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