Mais uma do seu queridin: Gabigol pode ser o primeiro artilheiro isolado em dois Brasileiros consecutivos

Embalado pelo rap do amigo Matuê, camisa 9 pode alcançar feito que nem Pelé conseguiu

Por Yuri Eiras

Gabigol comemora vitória contra o Santos
Gabigol comemora vitória contra o Santos -
Rio - Para ter 'gol' no nome é preciso confiar no próprio taco. Isso, Gabigol tem de sobra. Ser discreto não é exatamente sua principal característica. 'Bon vivant' nos dias de folga, explosivo em campo e cada vez mais fatal dentro da área, o camisa 9 tem personalidade forte, do jeito que a torcida do Flamengo ama. E, se continuar assim, vai alcançar um feito que nem mesmo Pelé conseguiu: o de ser artilheiro isolado do Campeonato Brasileiro em duas edições seguidas. O atacante foi o maior goleador do ano passado, pelo Santos, com 18 gols, e é também o desse ano, com 16.
Dadá Maravilha, do Atlético-MG, foi artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1971, e em 1972 dividiu o posto com Pedro Rocha, do Cruzeiro. Em 1994, o botafoguense Túlio foi o maior goleador junto com Amoroso, para depois ser o artilheiro sozinho de 1995. Pelé foi artilheiro de três edições de Brasileirão (1961, 1963 e 1964), nenhuma delas de maneira consecutiva.
Com 16 gols e um turno inteiro pela frente, Gabigol tem tudo para alcançar ainda outro feito: ser o maior artilheiro dos pontos corridos com 20 clubes, modelo que começou em 2006. Desde então, Jonas (2010) e Borges (2011) foram os maiores, ambos com 23 gols. Faltam sete para o atacante rubro-negro.
'Queridin' da torcida
Se fossem parte de um videoclipe, os gols de Gabigol na temporada poderiam ser embalados por 'Kenny G', sucesso do rapper cearense Matuê, seu amigo pessoal. O atacante gosta principalmente da frase "essa é a mais uma do seu queridin". Tem tudo a ver. Gabigol é cada vez mais querido pela torcida do Flamengo, a ponto de a galera no Maracanã comemorar os gols exatamente com ele, mostrando os músculos. Contra o Avaí e contra o Santos, Gabigol emendou em outro gesto, como se tocasse saxofone. Coisa de Matuê. 
"Ele ter dançado minha música nova para comemorar o gol foi uma surpresa gigante. Além de ser esse cara muito sangue bom, ainda colocou a nossa música nas costas e botou pra galera que é fã dele conhecer. É muito generoso da parte dele trazer essa luz pro trap, pro hip hop, que é um gênero musical que está em crescimento no Brasil", comentou o rapper, que conheceu Gabigol após um show no Rio. 
"Quando o Gabi chegou no meu camarim foi a maior conexão. O mano é gente boa demais, ficamos amigos rápido. A gente se fala direto, ele brota nas minhas lives (nas redes sociais) e eu tô sempre acompanhando as redes dele".

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