Torcedor autor de música que embalou Flamengo em 2019 revela emoção: 'Sintonia absurda'

Embalado na canção que se tornou mantra entre os torcedores, Rubro-Negro reencontra Liverpool na final do Mundial de Clubes

Por Lance

Torcida do Flamengo
Torcida do Flamengo -
Rio - Em 1981, o Flamengo colocou os ingleses na roda. Em 2019, a história pode se repetir. Embalado na música que se tornou um mantra e fez sucesso entre os flamenguistas, o Rubro-Negro reencontra o Liverpool na final do Mundial de Clubes, às 14h30 (de Brasília), em Doha, no Qatar. 

O autor do canção é o rubro-negro Eric Barceleiro, de 32 anos. Ao LANCE!, o auxiliar administrativo e membro da torcida Nação 12 contou como surgiu a ideia de adaptar a música "Primeiros Erros", de Kiko Zambianchi, para a versão exaltando o maior título da história do Flamengo.

"Existia um certo incômodo dentro da torcida porque nós não tínhamos uma música original. Pela grandeza do Flamengo, nós achávamos que tinha que ter algo original. E, particularmente, eu queria algo que exaltasse o nosso título mundial e falasse que como o torcedor do Flamengo deseja ganhar novamente o Mundial", revelou.
A música surgiu em 2011, muitos anos antes dos rubro-negros sonharem com outra final de Mundial de Clubes. Ao LANCE!, Eric Barceleiro contou que tudo começou a mudar a partir de 2017, mas ainda do lado de fora do Maracanã. Neste ano, a canção fez parte da conquista da Libertadores. Em Lima, no Peru, a letra ecoava no Estádio Monumental quando Gabigol marcou o gol do título.

"Na primeira vez que o Maracanã todo cantou, eu chorei, fiquei emocionado e todo arrepiado. Esse ano teve uma sintonia absurda entre time e torcida. Tive uma emoção muito grande na final da Libertadores, que o time virou com a torcida cantando essa música. E agora a história se repetiu na semifinal (do Mundial). Fora a emoção de ver gente de todo lugar no mundo cantando essa música", contou.

A paixão pelo Flamengo surgiu como amor à primeira vista. Eric Barceleiro não viu o título de 1981, mas pôde se sentir parte da conquista do bicampeonato com a letra que embalou o time na campanha. Frequentador do Maracanã desde 1992, o rubro-negro contou que a sintonia entre arquibancada e campo neste ano é a melhor que já viveu.

"É incrível. É uma emoção absurda. São coisas que não tem como explicar. É uma sintonia que eu nunca vi. Frequento o Maracanã desde 92. Já vivi grandes momentos entre torcida e time, como em 2007 e 2009. Mas esse ano está uma sintonia absurda. Essa música está embalando e levando o time para outro patamar", disse o rubro-negro, aproveitando a frase de Bruno Henrique.

Apesar de ser o autor da música, Eric não é de comentar com as pessoas que escreveu a letra que atualmente está na ponta de todos os rubro-negros. Foi sua esposa, Lydia Barceleiro, a primeira pessoa a descobrir, mas o "segredo" somente foi revelado no estádio já após a música ter viralizado.

"Teve um Fla x Flu que eu fui com a minha esposa e ela ouviu a torcida inteira cantando e lembrou que era da Nação 12. Foi quando contei que fiz a música. Ela achou o máximo e ficou muito orgulhosa. Foi a primeira pessoa a descobrir e contou para todo mundo com maior orgulho", disse Eric, que é pai do Gabriel, de quatro anos, que aprendeu a letra recentemente sem a sua ajuda.

"Ele me surpreendeu cantando a música tem algumas semanas. Mas nunca tentei ensiná-lo. Acho que de tanto ouvir as pessoas e na televisão, foi aprendendo também. Foi bastante gratificante. Depois que percebi ele cantando, comecei a cantar com ele", completou.
 
Por fim, o rubro-negro contou ao LANCE! que apoia que seja feita uma nova canção sobre a campanha do Flamengo em 2019, independente da conquista ou não do Mundial. Para Eric, o sentimento de conquistar o mundo outra vez continuará para sempre.
 
"O que fizeram em 81, foi incrível, assim como o que fizeram esse ano. Acho que não se deve fazer uma adaptação, e sim uma música nova falando dos novos feitos, relacionando um ao outro também", finalizou.
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