Dirigente do Botafogo detona Flamengo por volta aos treinos: 'Se fosse outro clube, seria crucificado'

Postura do Rubro-Negro sobre volta aos trabalhos tem gerado polêmica

Por O Dia

09/03/2020 - Rio de Janeiro - RJ - Treino do Flamengo no ninho do Urubu em Vargem Grande para o jogo da libertadores Foto:Fabio Costa/Agencia O Dia
09/03/2020 - Rio de Janeiro - RJ - Treino do Flamengo no ninho do Urubu em Vargem Grande para o jogo da libertadores Foto:Fabio Costa/Agencia O Dia -
Rio - A luta do Flamengo para voltar aos treinos tem sido motivo de polêmica. Em entrevista ao "Canal do Fabiano Bandeira", o ex-presidente e dirigente do Botafogo Carlos Augusto Montenegro detonou a postura do Rubro-Negro e afirmou que "o clube precisa ser grande dentro e fora de campo".
"Se quem estivesse na liderança por essa volta afoita, atabalhoada e de qualquer forma, fosse outro clube, a imprensa já teria crucificado há muito tempo. O Flamengo ganhou bastante recentemente por méritos próprios. Mas as instituições têm que ser grandes dentro e fora do campo. O Flamengo, até pressionado pela parte financeira, Gabigol custou R$ 95 milhões, o clube esperava receita de Libertadores e Campeonato Brasileiro, estádios cheios, patrocinadores, óbvio que está sentindo o peso. As televisões não estão pagando, jogadores comprados em dólar tiveram aumento de 40% e continuam com folha de pagamento implacável, de oito a dez vezes maior que o Botafogo, sem receita e desesperados", disse Montenegro.
"Não adianta desespero nessa hora, vida humana acima de tudo, tem que respeitar jogadores, comissão técnica e parentes. Isso é a primeira coisa, depois vem campeonato. Estamos vivendo pandemia que ninguém imaginava, não há vacina nem prognóstico. Hoje vi uma notícia que quem tem anticorpos não está imune. O Flamengo desde o dia 21 de abril quer voltar os treinos, aí morreu massagista que estava há 40 anos no clube, pensei que iam sossegar, mas na semana seguinte querem voltar, fazem teste e 28 pessoas estão contaminadas. É uma irresponsabilidade, propaga em progressão geométrica. Treina e leva para casa o vírus. Tira a pessoa de casa, arrisca a vida dela e de familiares. Comparo com universitários, que estão em casa protegidos, assim como os professores. Na hora que puderem voltar, a gente volta a treinar", completou.

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