Rebaixamento do Fluminense: Choro, poucas palavras e promessas

Jogadores evitam falar com a imprensa e presidente já traça planos para resgatar o time de volta à Série A

Por rafael.arantes

Bahia - Após mais um vergonhoso rebaixamento, foi difícil explicar os motivos da queda do Fluminense. Alguns jogadores choraram, como Gum, Edinho e Rafael Sobis. Outros poucos falaram na saída de campo e quase ninguém quis dar entrevista ao deixar o vestiário, com exceção de Diego Cavalieri.

“Não foi hoje que caímos. Estamos muito abatidos. Quando acordarmos a realidade será dura, vamos ter uma noção do que aconteceu. Agora é ver o que foi feito de errado para que não aconteça mais. Vamos manter a cabeça em 2014 com o pensamento de levar o Fluminense para a Série A”, disse.

Fluminense está rebaixado para a Série BAndré Mourão / Agência O Dia

Para a torcida tricolor não ficar sem uma satisfação de um dirigente, o máximo que ela recebeu foi um pronunciamento do presidente Peter Siemsen, que esperou pelo fim do jogo do Vasco para falar. Ele lembrou que o Fluminense já havia brigado contra o rebaixamento em 2006, 2008 e 2009. Na hora de apontar os erros em 2013, foi vago e, em alguns momentos, adotou discurso de eleição.

“É muito duro, mas o Fluminense tem história rica de mais de 100 anos, foi duas vezes campeão brasileiro num período de três anos. Erros aconteceram esse ano e atrapalharam muito. Alguns não controlados por nós, como as contusões dos jogadores. Houve mudança de técnicos.Estou com muita dor, assim como os torcedores, mas saí do vestiário já trabalhando em 2014”, afirmou.

Apesar de 2014 ser complicado, o presidente pediu o apoio do torcedor: “Sei que ano que vem será duro para o torcedor. Não tenho o direito de cobrar nada, apenas peço que use a paixão. Nos momentos mais difíceis a paixão fala mais alto, move montanhas. Muitas empresas já tiveram momentos ruins e tiraram coisas boas para montar um futuro sólido. É nisso que eu acredito. O Flu vai crescer muito.”

Fluminense está rebaixado para a Série BAndré Mourão / Agência O Dia

A partir de agora, uma grande reformulação acontecerá. Rhayner já foi dispensado. Amanhã, Peter prometeu dar uma coletiva para falar sobre o planejamento de 2014, que depende da permanência do diretor executivo Rodrigo Caetano. Certo é que o investimento será menor e a única grande contratação deve ser a de Conca, já anunciado.

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