Por pedro.logato

Rio - Sincero, o mandatário tricolor admitiu que os maus resultados em campo pesaram na decisão de demitir Renato Gaúcho, mas negou crise de relacionamento com Celso Barros.

O DIA: O que pesou na decisão de demitir o técnico Renato Gaúcho?

Peter Siemsen: É uma coisa que acontece no futebol, faz parte. Nenhum de nós, torcedores, dirigentes, atletas, todos envolvidos no futebol... Ninguém estava satisfeito com os resultados. Sabemos que temos grandes jogadores, que inclusive poderiam estar em várias seleções. Mas o clube precisa se reforçar para ganhar um equilíbrio maior ao elenco. Estamos procurando soluções importantes.

O DIA: A relação da diretoria com Celso Barros está estremecida?

Peter Siemsen: Não há briga minha com o patrocinador. Temos divergências, algo normal. Como acontece em empresas, casas e famílias. Ricardo Tenório (vice de futebol) e eu achamos por bem mudar agora. O patrocinador deixou claro que o ano será de pouco investimento. Entendi o recado. A decisão foi tomada e assumo total responsabilidade. Entendi que chegou a hora. É o clube que vai custear o novo treinador.

Peter Siemsen demitiu Renato GaúchoCarlos Moraes / Agência O Dia

Marcão encara o primeiro 'incêndio'

Contratado para assumir o cargo de auxiliar técnico permanente do Fluminense, Marcão encarou com naturalidade a primeira crise na função e comandou ontem o treino em período integral. Nesta quinta à tarde, ele compartilhará as primeiras informações sobre o grupo com o novo chefe Cristóvão Borges.

Valencia e Wagner foram as ausências na segunda parte da atividade. Enquanto o apoiador foi liberado para resolver problemas particulares, o colombiano se apresentou com um edema na coxa esquerda esquerda, foi preservado e preocupa o departamento médico. Recuperado de uma lesão na coxa direita, Michael iniciou a transição para os treinos físicos nas Laranjeiras.

Sem dinheiro, clube buscará alternativas para se reforçar

Peter Siemsen entendeu o recado da patrocinadora. O investimento no futebol tricolor será pequeno em 2014, mas a diretoria não abrirá mão de reforços para a sequência da temporada. Muitos nomes já são estudados, mas, com pouca verba, os dirigentes apostam na criatividade para contratar.

“Temos atletas de altíssimo nível. Mais de um em algumas posições e apenas ou nenhum em outras. Precisamos buscar equilíbrio. Temos opções de empréstimo, grupo de investidores, vitrine para potenciais atletas...”, disse Siemsen.

O presidente do Fluminense reafirmou o desejo do clube de contratar um executivo para assumir o departamento de futebol, mas garantiu que essa não é a prioridade.

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