Por victor.abreu

Rio - Além de explicar a decisão de demitir Renato Gaúcho, Peter Siemsen também falou sobre a situação entre Fluminense e Unimed. O presidente Tricolor admitiu que existe divergência, assumiu a responsabilidade de dispensar Renato e disse que o clube não terá aporte da patrocinadora na hora de contratar o novo técnico.

Peter Siemsen explica demissão de Renato e busca nomes no mercadoCarlos Moraes / Agência O Dia

"Da minha parte não existe briga. Divergências existem. Ninguém levantou voz, são coisas naturais. Isso acontece em empresas, em casas, em família. Estamos tranquilos no trabalho", comentou.

Marcão será o interino do Fluminense até que o clube contrate um novo treinador. O próximo comandante terá seu salário pago integramente pelo clube. Nesta situação, o presidente já pensa em nomes mais "em conta" no mercado.

"Identificamos alguns treinadores. Após a demissão do Renato, trabalhamos com a linha do que é possível no mercado. Trabalhamos com pessoas que a gente acredita que possam equilibrar o Fluminense. Alguém que possa fazer um bom trabalho a curto prazo", explicou Peter Siemsen.

Sobre Renato Gaúcho, o presidente fez questão de encher a bola do ex-treinador e ídolo do clube.

"É um cara espetacular, é um ídolo e dói tomar uma decisão dessas. Eu tenho de olhar a situação do clube, tomei a decisão com o Ricardo Tenório (vice de futebol) e considerando, volto a dizer, que teremos um Brasileiro duro, devido ao calendário apertado".

Sobre o próximo treinador, o presidente do Flu prometeu anunciar o novo nome ainda nesta semana. Para Peter, o futuro comandante terá tempo para ajeitar o time para a sequência da temporada.

"O Brasileiro começa em 20 dias. Ou seja, o treinador terá um tempo de trabalho para as rodadas iniciais. Depois, com o recesso da Copa, poderá aprimorar isso. A hora era esta. E a decisão foi tomada", concluiu.

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