Fluminense tenta mudar triste rotina no Uruguai

Com apenas uma vitória em 15 jogos no país, time encara o Defensor e tem a vantagem de poder perder por um gol

Por HUGO PERRUSO

Júnior Dutra, Gilberto, Gum e Pablo Dyego conversam durante visita ao Estádio Luiz Franzini, palco do jogo -

Uruguai - Passada a vexatória derrota por 3 a 0 para o Internacional, em pleno Maracanã, segunda-feira, o Fluminense volta as suas atenções para a única competição em que ainda tem como dar alegrias ao seu torcedor. Após vencer em casa o Defensor por 2 a 0, o Tricolor pode até perder por um gol de diferença para o time uruguaio, às 21h45 (horário de Brasília), em Montevidéu, que se classifica às oitavas de final da Copa Sul-Americana.

A boa vantagem no confronto pode ser um trunfo importante para o Fluminense, que tem preocupante retrospecto no Uruguai. Somente uma vez na história o Tricolor venceu um clube uruguaio jogando lá. E faz tempo: em 1958, quando marcou 3 a 2 no Peñarol, em amistoso no Estádio Centenário.

Ao todo, foram 15 partidas fora de casa contra uruguaios com apenas uma vitória e dez derrotas (sem contabilizar amistosos com seleções uruguaias ou de cidades o Tricolor conseguiu outro triunfo sobre a seleção de Paysandú, em 1963). Em competições oficiais, foram duas derrotas sem fazer gol (1 a 0 para o Liverpool, em 2017, e 2 a 0 para o Nacional, em 2011).

DERROTA E CLASSIFICAÇÃO

Apesar do retrospecto ruim, ainda assim o Fluminense pode tirar algo bom dos confrontos. Na última vez em que esteve no Uruguai, em 2017, o Tricolor perdeu para o Liverpool e, mesmo assim, conseguiu a classificação à próxima fase na Copa Sul-Americana de 2017. Justamente por ter feito 2 a 0 no Rio, o que permitiu perder por 1 a 0 e seguir vivo na competição.

"A Copa do Mundo deixou um legado importante. Todas as equipes se postam atrás do meio de campo com mais jogadores e saem em velocidade quando retomam a bola. Precisamos exercer isso. Nosso time ainda não faz essa marcação mais forte no campo de defesa. Esse jogo no Uruguai é para isso. Marcar forte, sem deixar de jogar. Acho que é muito importante a gente conseguir um gol. Isso nos dará uma tranquilidade importante para buscar a classificação", afirmou o técnico Marcelo Oliveira.

 

APESAR DA CHUVA, CAMPO NÃO PREOCUPA

Os jogadores do Fluminense estiveram ontem no Estádio Luiz Franzini, palco da partida de hoje à noite contra o Defensor. Eles constataram que o gramado tem condições razoáveis, apesar da chuva nos últimos dias em Montevidéu. A atividade com bola não foi feita no local, mas na Escola Naval, fechada à imprensa.

Ontem, no Rio, o centroavante Kayke passou por exames médicos. Ele tem vínculo com o Yokohama Marinos, do Japão, e será repassado ao Bahia, com o Fluminense arcando com o mesmo salário que o jogador recebia em Salvador o clube japonês paga uma outra parte.

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Júnior Dutra, Gilberto, Gum e Pablo Dyego conversam durante visita ao Estádio Luiz Franzini, palco do jogo LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.
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