Fluminense viaja até Quito para enfrentar o Cuenca e a altitude

Tricolor sabe que precisa de um bom resultado para não complicar a busca por vaga

Por O Dia

Técnico Marcelo Oliveira conversa com o elenco do Fluminense antes do jogo contra o Deportivo Cuenca
Técnico Marcelo Oliveira conversa com o elenco do Fluminense antes do jogo contra o Deportivo Cuenca -

Rio - O Fluminense deixa de lado a campanha irregular no Brasileiro para dar atenção à única esperança de título na temporada, que é a Copa Sul-Americana. Pelas oitavas de final, a equipe de Marcelo Oliveira vai encarar o Deportivo Cuenca, nesta quinta-feira, às 19h30 (de Brasília) em Quito, numa situação que ainda não encarou na competição em 2018: jogando o primeiro duelo fora de casa para definir no Maracanã.

Com promessa de festa da torcida no Rio, dia 4 de outubro, o Fluminense sabe que precisa de um bom resultado para não desanimar os tricolores e não complicar a busca por vaga. O fantasma da altitude deixou de ser tão assustador depois de duas classificações (contra LDU, em 2017, e Nacional Potosí, em 2018), mas ainda é um problema. Nesses dois confrontos, o Tricolor perdeu em Quito (2 a 1) e em Potosí (2 a 0) mas se garantiu na próxima fase por ter feito vantagem em casa.

Agora, o Fluminense precisará fazer o oposto. Ficam as lições das finais da Libertadores-2008 e Copa Sul-Americana-2009, ambas contra a LDU, quando o Tricolor sofreu goleadas em Quito e não conseguiu reverter a situação no Maracanã. O Cuenca não é tão temível, mas ainda assim pode se aproveitar dos 2.850 metros de altitude para tentar complicar a vida tricolor.

A favor do Fluminense é que o adversário não estará em casa. Afinal, o estádio do Cuenca, a 2.560 metros do nível do mar, não pode receber jogos das oitavas de final da Sul-Americana por causa da capacidade (16.500 pessoas e a Conmebol pede 22 mil lugares). Por isso, os equatorianos utilizarão o Casa Blanca, da LDU, e não terão casa cheia.

"Queremos fazer um bom jogo para decidir no Rio. Temos que entrar com espírito de guerreiro, de raça. Se dermos mole em um jogo, podemos não conseguir reverter no outro", afirmou Everaldo.