Pedro iniciou nova fase da recuperação - LUCAS MERÇON / FLUMINENSE
Pedro iniciou nova fase da recuperaçãoLUCAS MERÇON / FLUMINENSE
Por O Dia

Rio - A chegada de Paulo Henrique Ganso trouxe um raro momento de paz a um clube em ebulição. Foi uma exceção que durou pouco, e o Fluminense já voltou à rotina de crises e problemas em várias áreas. O Tricolor passa por esse inferno astral há pouco mais de um ano, pelo menos.

O último baque foi a notificação cobrando o pagamento em até cinco dias de R$ 2,4 milhões referente a dois meses para não ser excluído do Ato Trabalhista. O clube garante já ter quitado dezembro de 2018 e corre para encontrar uma forma de depositar janeiro, antes que fevereiro vença. A preocupação é grande, pois o Ato impede que receitas do clube sejam penhoradas por ações trabalhistas.

A nova dor de cabeça tricolor apareceu um dia depois de os jogadores se recusarem a treinar no campo em protesto pelos salários atrasados, algo constante num clube em grave crise financeira e que acumula problemas por conta disso. Ao longo de 2018, chegou-se até a fazer rodízio entre os funcionários, sem dinheiro para pegar condução.

A verdade é que a torcida tricolor vem acompanhando uma série de crises há pouco mais de um ano. No fim de dezembro de 2017, por exemplo, houve a dispensa de oito jogadores por telefone e Whatsapp, entre eles Diego Cavalieri, o que trouxe crise e mais ações. Logo em seguida, já em janeiro de 2018, Gustavo Scarpa conseguiu rescisão de contrato na Justiça por atrasos salariais e o Fluminense deixou de vendê-lo.

Ainda houve a perda de R$ 4 milhões na negociação de Diego Souza do Sport ao São Paulo. O Tricolor também perdeu dinheiro ao escolher um patrocinador master (Valle Express) que não pagou as parcelas. Foi obrigado a rescindir o contrato. Já em relação aos uniformes, o Flu foi o único clube da Série A a não lançar nova camisa no ano.

Ao longo de 2018, o Tricolor ainda conviveu com uma crise política enorme, com aliados de Pedro Abad virando oposição, protestos violentos nas Laranjeiras e um processo de impeachment, que não foi aceito. O presidente, então, resolveu antecipar as eleições no início de 2019, o que foi aprovado por sócios em Assembleia Geral, mas a data não foi marcada.

 

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