Ganso no treino do Fluminense -  LUCAS MERÇON / FLUMINENSE
Ganso no treino do Fluminense LUCAS MERÇON / FLUMINENSE
Por HUGO PERRUSO

Rio - No meio de mais uma crise por problemas financeiros, o Fluminense pelo menos terá um motivo para sorrir com a estreia de Paulo Henrique Ganso, hoje, às 21h, contra o Bangu, no Maracanã. A tão esperada contratação de impacto chega para vestir a camisa 10 e tentar colocar de novo em evidência um clube em baixa e um número icônico.

Ao ser usada por grandes jogadores na história tricolor como Rivellino e Assis, a camisa 10 não contava com um nome de peso desde Ronaldinho Gaúcho em 2016. Entretanto, o craque saiu sem deixar saudades após 11 jogos e nenhum gol ou assistência. O mesmo aconteceu com Diego Souza meses antes.

Recentemente, a 10 foi de Gustavo Scarpa e Sornoza, que não deixaram sua marca, assim como Wagner. O último jogador a ter sucesso com o número foi Thiago Neves, campeão brasileiro e carioca em 2012. Antes, Emerson Sheik acabou com o jejum de 26 anos sem conquistar o Brasileiro ao marcar o gol da conquista em 2010. Mesmo assim, não caiu nas graças da torcida. Outros como Petkovic, Felipe, Roger e Carlos Alberto usaram sem conquistas.

Até mesmo Pelé já utilizou o número, mesmo que por acaso. O Rei do Futebol estava na Nigéria e foi dar o pontapé inicial de um amistoso do Fluminense, mas os nigerianos pensaram que ele iria jogar. A pedidos da polícia para evitar uma tragédia, Pelé vestiu a 10 tricolor por 45 minutos contra o Racca Rovers, em 1978.

Agora será a vez de Ganso tentar honrar a camisa 10 de Rivellino e Assis. Após recepção calorosa da torcida, o meia que tenta um recomeço no futebol terá a dura missão de ajudar a reerguer o Flu.

"Com a entrada do Ganso é claro que ganharemos um toque mais refinado e esperamos que a equipe dê um salto de qualidade. Ele já está agregando, a vinda dele mobilizou a torcida, o ambiente ficou mais positivo", afirmou o técnico Fernando Diniz.

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